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Mundo Crowd / Vídeo

Marte, Satélites a Cabos Submarinos.

Hoje fiquei acordado de madrugada para ver as primeiras imagens da Curiosity, sonda-robô que aterrissou em Marte.

 

Enquanto o mundo ovaciona uma máquina ultra-moderna que pisou em solo marciano ao custo de 2,5 bilhões de dólares,  um homem tenta, desde 2010, juntar 150 mil doletas para dar segmento ao projeto de comprar um satélite e fornecer internet para a Papua Nova Guiné. Meu primeiro contato com a BuyThisSatellite.org foi através de uma fala de Kosta Grammatis no TEDx Athens 2010. O homem é CEO da A Human Right , uma organização que defende uma maior democratização no acesso à internet.

Faz um tempo, fui o doador número 900 e alguma coisa e depois fiquei sabendo que o projeto foi descontinuado porque o satélite que estava à venda foi comprado pela Dish Networks. A ideia mudou um pouco de natureza. Ossos do ofício. Tenho certeza de que não foi em vão.

Conheci esta iniciativa louca de compra de um satélite quando comecei a odisséia de pesquisas infindáveis sobre loucuras crowdfundianas (perdoem essas palavras portuga-inglesas…) depois da entrega  do meu trabalho de conclusão de curso de jornalismo, em 2010. Hoje descobri que eles não pararam nos céus espaciais. Além de tentar comprar um satélite, o novo empreendimento da A Human Right  é tentar mover um cabo de fibra ótica no Atlântico sul um pouco mais pro lado, possibilitando assim colocar a Ilha de St. Helena no mapa da conectividade mundial. De acordo com a A Human Right, o MoveThisCable poderia ter um impacto de 21% na economia da ilha.

Eu sei… Eu sei… Em um primeiro olhar parece maluquice. Uma loucura.

Mas o mundo precisa de malucos e pessoas desafiadoras né?

Senão tudo seria chato demais.

Seguem vídeos sobre as iniciativas para quem quiser conhecer melhor!

Kosta Grammatis no TEDx Athens

 

Vídeo do Buy This Satellite

E uma irônica página de erro para o vídeo do projeto MoveThisCable

 

Ahhh…  E para quem achou que o meu tom foi de crítica no primeiro parágrafo…
Ledo engano. Me amarro em astronomia desde moleque e desisti de ser astrônomo porque não tinha cérebro matemático e porque o meu lance sempre foi escrever, fotografar pou filmar. Mas me identifico muito com pessoas de cabelo desgrenhado, uniforme azul celeste e obsessivamente felizes com seus robôzinhos espaciais!

Portanto, aos idealizadores do Curiosity, meus sinceros parabéns.  Um viva aos heavy-geeks e power nerds da NASA!

Por Rodrigo Maia

@rmaiafoto