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A caixa de ferramentas do novo Catarse

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No início desse ano nossa equipe topou um desafio importante: reestruturar a plataforma do Catarse, com foco na criação de padrões de usabilidade, na sistematização do processo de design e desenvolvimento e no registro claro dos fluxos percorridos pelo usuário no site. Um movimento que, além de dar uma cara nova ao site, tem como objetivo preparar o terreno para que a plataforma cresça com mais agilidade e consistência. Enfim, decidimos olhar com cuidado para a forma como estávamos projetando a plataforma. Saímos do “piloto automático” e estamos arrumando nossa casa. Para velejar o barco nesse infomar e tocar esse projeto de reestruturação, tivemos que nos especializar em processos que facilitem a dinâmica do trabalho remoto. E processo não é nada sem boas ferramentas. Vou aproveitar esse post para falar um pouco sobre elas.

Não sei se você sabe, mas atualmente temos 17 pessoas trabalhando no Catarse, espalhadas por oito cidades em três países diferentes (de vez em quando até em camper vans!) Essa pulga do trabalho remoto está em nosso DNA. Quando nascemos, há três anos, éramos seis espalhados por Rio, São Paulo e Porto Alegre, e desde então não paramos mais.

Hoje, onde quer que você esteja no mundo offline, o time se encontra diariamente no HipChat, uma solução interessante para chats privados e coletivos. Quer falar direto com alguém? Só puxar um papo pessoal. Quer falar sobre um assunto específico ligado a desenvolvimento? Entre na sala DEV e comece a papear (isso se você entender a língua deles).

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Quando o teclado não é suficiente, lançamos mão da onipresente, onisciente e onipotente entidade pós-moderna: o Google. A ferramenta Hangout é simples, fácil de usar, permite compartilhamento de telas, e ajuda muito a humanizar o trabalho remoto. E nada de achar que reunião é sinal de tempo perdido e horas intermináveis. Reuniões mínimas são praxe entre a gente.

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É deus, digo, Google, quem nos oferece também todo o pacote de gerenciamento de e-mail e documentos no Drive. Esse post que você lê agora, por exemplo, foi escrito no Drive por mim aqui na Austrália e editado pelo Caruso lá no Rio. Não é raro ver documentos que são verdadeiros brainstorms assíncronos, com trocentos comentários e insights escritos em horas diferentes, lugares diferentes, fusos diferentes. Mas convergindo para o mesmo objetivo.

Como nossa vida mudou depois que o adotamos o Redbooth para gerenciar nossas tarefas. Se não fosse ele, nosso trabalho de reforma do site não teria sido possível. Foi só por conta dessa plataforma de gerenciamento que conseguimos ter uma visão completa do projeto. Com o Redbooth também pudemos trazer para a superfície informações que antes estavam mais restritas à equipe de desenvolvedores. Antes, as tarefas do pessoal de Dev eram gerenciadas por meio do Pivotal Tracker, enquanto as tarefas de comunicação e design eram gerenciadas pelo Trello. Ao escolher o Redbooth, nós unificamos as ferramentas, e trouxemos a equipe para o mesmo barco. Hoje, todos os projetos e rotinas tocadas no Catarse são gerenciados por lá. Um ganho enorme em transparência e integração (se estiver curioso, dá uma olhada nessa tabela que fiz antes de optarmos pelo Redbooth).

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E por falar em integração, uma das perguntas mais importantes feitas no começo do projeto foi como poderíamos integrar mais o time de design com o time de desenvolvimento. Como fazer para que a interface entre as duas equipes não fosse tão linear? A resposta que encontramos passou pela ideia de que o designer tem que estar próximo do código, pensando também a estrutura por trás de uma plataforma. E a ferramenta que transmite melhor esse conceito é o Webflow. Eu arriscaria dizer que estamos vivenciando uma revolução após sua adoção em terras catárticas. Foi a primeira vez em três anos de existência que experimentamos realmente a ideia do protótipo feito pelo designer. Nada mais de entregar arquivos do Photoshop ou Fireworks para a equipe de Dev. Agora entregamos o front-end já em HTML, com uma biblioteca de estilos padronizada. Essa escolha acelerou muito o nosso processo.

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Uma outra ferramenta que adotamos e que nos deu mais agilidade foi o Bugherd. É um bug tracker, ou seja, uma solução para rastrear falhas em todo o site e já criar tarefas que entram direto na fila de trabalho dos desenvolvedores. Fomos além do seu propósito original e descobrimos que ele é excelente também na validação de estudos e colheita de feedbacks quando ainda estamos na fase de prototipagem e implementação. É só instalar o plugin no browser, clicar na tela, colocar seu comentário e voilá!

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Lembra que eu falei lá no começo do post que nossa reforma passava pelo registro claro dos fluxos percorridos pelo usuário no site? Pois então, mais uma vez, para fazer isso, optamos por uma ferramenta online. O Gliffy foi a escolhida. Fácil de usar,  intuitivo e com uma boa estrutura de versionamento. Melhor jeito de entender o que fizemos é clicando aqui. Uma dica: alguns dos círculos nesse diagrama têm links. Se você clicar nesses links vai ver uma outra coisa que fizemos – mapear todo o conteúdo do site de forma sistematizada, no Github, que é talvez um dos grandes astros dessa história toda.

PS: Sobre o Github, se você não conhece, vai no google e descobre o que é. Já foi usado até pra escrever receitas ;)

PS2: Se você é daqueles que faz “leitura dinâmica” e não quis ler o post todo, fiz um resuminho.

Nesse post falei sobre a importância de termos processos e ferramentas que auxiliem o trabalho remoto, principalmente nesse momento em que estamos passando no Catarse, em que estamos reformando a plataforma. Temos um pool de ferramentas cada vez mais rico e complexo. Tentei destacar algumas delas, que estejam mais relacionadas com os desafios de gerenciar um projeto com pessoas espalhadas pelo mundo:

- Hipchat – ferramenta de chat

- Google Drive – documentos na nuvem

- Google Hangout – conversas, conversas e conversas

- Redbooth – gerenciamento de tarefas

- Webflow – designer com a mão na massa do código

- Bugherd – rastreador de bugs (e ferramenta de validação nas horas vagas)

- Gliffy – fluxos e organogramas na nuvem

- Github – já serviu até para escrever lei