O fim de plataformas do nicho de jornalismo no mundo e o ciclo de inovação no Catarse

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Este que vos escreve, antes de toda essa Catarse se instaurar, costumava ser fotógrafo. Depois de fotógrafo, estudei para ser jornalista. Nada mais óbvio do que me encantar por fotojornalismo. E por isso vibrei quando a plataforma Emphas.is apareceu, em março de 2011, no cenário do crowdfunding mundial. Uma plataforma focada em transformar ensaios fotojornalísticos de alta qualidade em livros. O experimento Emphas.is parecia promissor porque trabalhava dois novos aspectos na época: a mobilização de um nicho específico e o foco do modelo baseado em uma recompensa apenas: livros de fotojornalistas. Recentemente fui checar como o Emphas.is andava, pensando até mesmo em apoiar um dos projetos que por lá estavam hospedados. Me deparei com uma notícia de outubro de 2013, publicada no British Journal of Photography, de que a plataforma havia fechado.

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2013 – o ano que crowdfunding tomou as cidades

Por Natália Garcia, do Cidades para Pessoas

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No final do século 19, o artista plástico francês Frédérico-Augustine Bartholdi queria homenagear o centenário de independência dos Estados Unidos e decidiu criar uma estátua gigante para presentear os americanos. Na falta de um mecenas que investisse no projeto, Bartholdi passou 10 anos levantando dinheiro com uma multidão de pequenos financiadores, que, em troca, ganhavam uma réplica em miniatura da obra. Foi assim que conseguiu viabilizar a criação da escultura, que chamou de “Liberty Enlightening the World”, a estátua da Liberdade. Dá para dizer que essa foi a primeira intervenção urbana do mundo financiada por crowdfunding.
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10 projetos de financiamento coletivo para conquistar o espaço sideral

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Em 1957, o mundo ergueu os olhos aos céus para contemplar a realização de um dos mais antigos sonhos da humanidade. O satélite soviético Sputnik foi o primeiro objeto feito pelo homem a deixar o planeta Terra. A Corrida Espacial entre os dois blocos opostos formados depois da 2ª Guerra Mundial só foi possível por causa de um investimento brutal dos EUA e da URSS, justificado pela imensa representatividade da conquista do espaço na disputa entre o capitalismo e o socialismo. Os americanos chegaram à Lua, o muro de Berlim caiu e o espaço  deixou os orçamentos dos governos do século 20 para ficar novamente apenas no imaginário coletivo.

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10 projetos open no Catarse

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O Catarse é uma plataforma open source, de código aberto e não proprietário, assunto abordado em recente post aqui neste blog. No texto, aprofundamos um pouco as nossas posições quanto ao tema e explicamos alguns dos porquês da nossa crença na livre circulação de conhecimento, no nosso caso expresso através da disponibilização de nosso código fonte. Resolvemos, então, entender como essa cultura de abertura se manifesta na comunidade do site. Listamos abaixo alguns dos projetos que mostram como a cultura do conteúdo livre vem permeando e constituindo algumas propostas presentes no financiamento coletivo.
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Código aberto: a revolução dos bichos

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O Catarse já arrecadou R$ 10 milhões em pouco mais de dois anos e meio de operação e ajudou a vir ao mundo quase  700 projetos. Por trás do brilho e grandeza de cada campanha, o software é uma parte oculta e fundamental desse processo. Nosso código é aberto para que as pessoas possam utilizá-lo, copiá-lo e modificá-lo em suas próprias plataformas. São 331 cópias do Catarse que existem na plataforma para hospedagem e desenvolvimento colaborativo de código Github e 477 pessoas que observam a evolução das linhas do software. São 24 pessoas que já contribuíram com o código do Catarse em 5.124 pequenas (algumas nem tanto) contribuições.
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