Painéis solares, investimento privado e o debate público

Parking lot west

Na última semana, ganhou destaque em todo mundo um projeto na plataforma indiegogo que pediu US$ 1 milhão para produzir um sistema de pavimentação modular de painéis solares para serem instalados em estradas, estacionamentos, calçadas, ciclovias, parques ou qualquer superfície sob o sol. Feito de um vidro temperado reforçado que, segundo os realizadores do projeto, já passou por vários testes de carga, tração e impacto nos EUA, pagariam o preço da sua produção ao gerar energia para alimentar casas, empresas e os locais onde forem instalados.

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O fim de plataformas do nicho de jornalismo no mundo e o ciclo de inovação no Catarse

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Este que vos escreve, antes de toda essa Catarse se instaurar, costumava ser fotógrafo. Depois de fotógrafo, estudei para ser jornalista. Nada mais óbvio do que me encantar por fotojornalismo. E por isso vibrei quando a plataforma Emphas.is apareceu, em março de 2011, no cenário do crowdfunding mundial. Uma plataforma focada em transformar ensaios fotojornalísticos de alta qualidade em livros. O experimento Emphas.is parecia promissor porque trabalhava dois novos aspectos na época: a mobilização de um nicho específico e o foco do modelo baseado em uma recompensa apenas: livros de fotojornalistas. Recentemente fui checar como o Emphas.is andava, pensando até mesmo em apoiar um dos projetos que por lá estavam hospedados. Me deparei com uma notícia de outubro de 2013, publicada no British Journal of Photography, de que a plataforma havia fechado.

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Poder público no financiamento coletivo e vice-versa

Encontrão Hacker. Conexoes Globais 2014.  Porto Alegre, RS. Foto Eduardo Aigner

Caio Tendolini no Encontrão Hacker 2014 em Porto Alegre. Foto: Eduardo Aigner

Um dos resultados mais relevantes da pesquisa Retrato do Financiamento Coletivo no Brasil  foi descobrir que 64% das pessoas valorizam uma empresa que apóia projetos de financiamento coletivo, e que 82% são contra a participação do governo. O que ficou claro é que as pessoas entendem o financiamento coletivo como uma ferramenta da sociedade civil para a sociedade civil. A oposição à participação do poder público reflete uma necessidade de deixar clara nessa dinâmica a separação das esferas públicas e privadas, áreas com relações promíscuas na história do Brasil.

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2013 – o ano que crowdfunding tomou as cidades

Por Natália Garcia, do Cidades para Pessoas

piscina-pública

No final do século 19, o artista plástico francês Frédérico-Augustine Bartholdi queria homenagear o centenário de independência dos Estados Unidos e decidiu criar uma estátua gigante para presentear os americanos. Na falta de um mecenas que investisse no projeto, Bartholdi passou 10 anos levantando dinheiro com uma multidão de pequenos financiadores, que, em troca, ganhavam uma réplica em miniatura da obra. Foi assim que conseguiu viabilizar a criação da escultura, que chamou de “Liberty Enlightening the World”, a estátua da Liberdade. Dá para dizer que essa foi a primeira intervenção urbana do mundo financiada por crowdfunding.
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