Financiamento coletivo no Brasil – Blog do Catarse

Dados / Dicas de Campanha / Histórias de Projetos / Mundo Crowd

Motivos para voltar: por que sua segunda campanha pode ser mais fácil que a primeira

Imagem do projeto Viajo logo Existo, que voltou ao Catarse

Imagem do projeto Viajo logo Existo, que voltou ao Catarse

Chegamos ao fim. A meta foi atingida, recompensas foram entregues aos apoiadores e o projeto saiu do papel. Hora de parar? Para cada vez mais gente, não. Tanto no Catarse como em plataformas estrangeiras, são muitos os realizadores que recorrem ao crowdfunding mais de uma vez

Aqui no Catarse, já recebemos com alegria 181 pessoas com mais de um projeto em nossa plataforma. Lembra do Imagina na Copa? A Copa do Mundo acabou, mas não a vontade de transformação do coletivo, que agora pede seu apoio para viabilizar o imagina.vc, uma plataforma para incentivar e instrumentalizar pessoas que querem promover mudanças no país. Confira abaixo o vídeo de apresentação do projeto.

Nesta semana, entrou no ar a segunda campanha do Viajo logo Existo, com um sucesso impressionante logo de início. No primeiro dia de captação, foram 76 apoios confirmados. Depois de atingir 246% da meta de seu primeiro projeto, um livro com fotografias e ilustrações de viagens por 16 países, o casal Leo e Chel quer agora lançar um volume no mesmo estilo depois de uma expedição por 31 países da Europa: Viajo logo Existo no Velho Continente.

E esses são apenas alguns exemplos. Temos no ar projetos de realizadores “veteranos” de música, revista de design, quadrinhos sobre joaninhas  e até sobre vampiros, fanzine de fotografia de nus masculinos… a lista vai longe. O que não falta projeto é bacana, seja de novatos ou experientes, para você apoiar na nossa plataforma.

Mais projetos, mais chances

Não é por acaso que muita gente encara um segundo crowdfunding. Os dados para quem pensa em voltar ao Catarse são animadores. A taxa de sucesso em segundos projetos entre aqueles que atingiram a meta na primeira tentativa é de 76%. Como comparação, a média geral de sucesso de projetos do Catarse é de 54%. Em poucas palavras, quem parte para uma nova campanha após um crowdfunding que atingiu sua meta tem mais chances de se dar bem.

Além da experiência da primeira campanha e de agora saber melhor como se planejar e o que fazer, o realizador que volta ao Catarse já construiu uma base de apoiadores. E o bom relacionamento com eles é fundamental: “Cada apoiador realmente conta. O melhor caminho acaba sendo fidelizar os que já tenho antes de pensar em conquistar novos”, conta  o cartunista Rafael Koff, que teve 4 projetos financiados no Catarse. “Muitos projetos demoram demais para entregar ou tem autores que se tornam inacessíveis, deixando os apoiadores frustrados. E esse tipo de frustração reflete negativamente em todos os autores de projetos”, explica, em post no nosso blog.

Ao mesmo tempo

Além de quem faz um projeto bem sucedido e decide retornar ao Catarse para uma nova empreitada, temos também os casos de realizadores com vários projetos no ar. Foi o caso do Pimpex, que em seu canal possibilitava que usuários apoiassem catadores de diversos lugares diferentes. Mais recentemente, o filme A Lei Da Água criou várias campanhas de financiamento coletivo para viabilizar sessões do filme em diferentes cidades do pais, com sucesso na grande maioria dos projetos. Veja se sua cidade está participando.

Lá fora

Pebble Time, que arrecadou US$ 20 milhões no Kickstarter

Pebble Time, que arrecadou US$ 20 milhões no Kickstarter

O fenômeno do crowdfunding recorrente virou pauta do jornal britânico Guardian, que destacou o caso do smartwatch Peeble Time no Kickstarter. Pela segunda vez na plataforma, o Peeble arrecadou pouco mais de US$ 20 milhões, batendo o recorde do Coolest, de US$ 13 milhões, e dobrando a marca do seu primeiro projeto, de 2012. O sucesso na volta foi impressionante. A meta da terceira edição do relógio, de US$ 500 mil, foi atingida em 17 minutos no ar.

A qualidade do produto, logicamente, é determinante. Entre os apoiadores da nova campanha do Peeble, metade já tinha um exemplar das linhas anteriores, adquirido como recompensa do primeiro crowdfunding ou na loja online da marca – na segunda edição do relógio, a empresa não recorreu ao financiamento coletivo.