Financiamento coletivo no Brasil – Blog do Catarse

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Conheça os 6 projetos selecionados no Criadores em Catarse

Estamos aqui (alguns dias depois do prometido, sabemos: desculpa, pessoal!), para contar quem foram os selecionados para a 1ª turma do Criadores em Catarse. Ficamos muito felizes – e surpresos – com as 208 inscrições que tivemos em menos de duas semanas e que vieram de todos os cantos do Brasil.

Nós e os curadores (B9, Olabi, Rede Fab Lab do Brasil) penamos para selecionar apenas 5 – e nem conseguimos, no fim escolhemos 6 projetos para fazerem parte do programa. A escolha foi pra lá de difícil. Mas sabemos que teve muito projeto bom que ficou de fora dessa chamada, e que vai usar o financiamento coletivo mesmo assim pra tirar seu projeto do papel.

Sem mais delongas, apresentamos, por ordem alfabética, os selecionados:

Cobo Zero – Florianópolis, SC

O Cobo é um material pedagógico para ajudar o professor na tarefa de ensinar crianças com níveis cada vez mais diferentes de desenvolvimento dentro da sala de aula. O produto tira a criança da posição de passiva na construção do conhecimento e a coloca em uma posição mais ativa, incentivando uma maior interação entre os alunos na construção dos conceitos.

O projeto foi aprovado no Sinapse da Inovação e faz parte do laboratório de economia criativa de Florianópolis, o Cocreation Lab. As empreendedoras Tálita e Juliana estão totalmente dedicadas para fazer o Cobo acontecer.

Instabrisa – São Carlos, SP

O Instabrisa é um sistema de ventilação “portátil” e modular que pode ser encaixado em uma grande gama de esquadrias existentes, garantindo a criação de uma faixa de ventilação em janelas que empreguem somente folhas de vidro.

A ideia surgiu quando o Lucas percebeu que as janelas com as venezianas não são difundidas em vários lugares, seja por questões culturais, econômicas ou de legislação edilícia. Nesses locais os apartamentos costumam usar somente esquadrias com a folha de vidro e não era possível admitir a ventilação natural do ambiente e protegê-lo da entrada de água da chuva ao mesmo tempo.

Quando chovia, era preciso fechar todas as janelas e ligar o ar condicionado, pois o ambiente começava a esquentar. Isso gerava um gasto totalmente desnecessário de energia elétrica, visto que a brisa úmida externa poderia refrescar o ambiente.

LightAid – São Paulo, SP

Em 2014, o Marcelo Sousa concluiu seu doutorado em Física Médica pelo Instituto de Física da USP e a Harvard University. Por meio deste estudo, ele descobriu os mecanismos de interação da luz com os neurônios e consequentemente a forma como este estímulo de luz pode inibir a dor em qualquer lugar do corpo.
A partir desta descoberta científica, foi desenvolvido um dispositivo portátil e flexível que utiliza a luz para a redução e bloqueio da dor (fototerapia). O Light-Aid é um equipamento vestível, conectável à internet e emissor de luz fototerapêutica é uma forma inovadora e disruptiva para tratar dor crônica. Seu funcionamento se baseia na atuação da luz sobre os neurônios sem alteração de temperatura e reduzindo a sensação de dor no paciente.

Minibot 3D – Florianópolis, SC

A Minibot3D é uma impressora 3D portátil, compacta, fácil de utilizar e com grande qualidade de fabricação. O Paulo entendeu que no mercado faltava um equipamento com custo adequado, qualidade assegurada e facilidade de uso para que a impressora 3D possa ser disseminada em muitos outros mercados como o de brindes, decoração, personalização, educacional, uma vez que as impressoras 3D ainda são mais presentes para o público maker, hobista e técnico

PiMu – Limeira, SP

O PiMu é uma lousa de desenho musical interativo que faz as pessoas encontrarem o compositor que existe dentro de cada um.

Nas tentativas de vender oficinas do seu trabalho como arte educador, o Vitor, idealizador do PiMu, encontrou a Little Maker, uma escola contraturno com a filosofia maker. As propostas casaram muito e eles decidiram fazer essa parceria para levar a música de um jeito maker para todo mundo.

SpeedBeer Cervejeiro – São Paulo, SP

A SpeedBeer é uma máquina para produzir cerveja sem precisar de fogão e com um controle técnico mais apurado.

O projeto foi idealizado pelo Leonardo, cervejeiro caseiro e cozinheiro desde 2013. Em 2015 ele fez uma especialização em culinária Italiana na Itália e teve contato com um equipamento que faz cocção lenta. Dali, ele teve a ideia de adaptá-lo para quem fabrica cerveja em casa ou apartamento. Com essa tecnologia a pessoa dispensa o uso do fogão, não faz sujeira e automatiza o processo por um valor muito competitivo e preservando os investimentos iniciais.

A cervejeira aquece e mantém a temperatura do mosto com precisão importantíssimo para uma boa cerveja, faz a recirculação do mosto sem precisar de caneca e espumadeira , o que diminui a sujeira do ambiente e dispensa o uso do fogão, indo até a fervura do mosto.

 

Os próximos passos do Criadores em Catarse

Os projetos são bem diversos e têm diferentes níveis de maturidade, mas todos, ao longo dos próximos meses, lançarão campanhas aqui no Catarse em busca de apoios para que essas ideias ganhem o mundo.

Nossa equipe irá auxiliá-los com mentoria de crowdfunding e consultoria de marketing para as campanhas. Nossos parceiros de mídia ofereceram espaço em seus veículos para compartilharem as campanhas assim que forem lançadas.

Fiquem de olho aqui no blog, no nosso instagram e principalmente nos projetos online no Catarse para saber dos próximos passos dessa galera.