Financiamento coletivo no Brasil – Blog do Catarse

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Por que lançamos o Catarse Flex?

Lançamos oficialmente para todos os usuários o Catarse Flex, nossa nova modalidade de arrecadação. Diferente do modelo Tudo ou Nada, no Flex a campanha não tem uma meta miníma que precisa ser ultrapassada para que o realizador receba o dinheiro e, além disso, o projeto pode ficar no ar por até 01 ano.

O Flex não veio para substituir o Tudo Ou Nada, pelo contrário, as duas modalidades coexistirão para que os membros da comunidade possam escolher a mais adequada para tirarem as suas ideias do papel. Se você não quer só ler na teoria, experimente na prática!
A estrada até esse momento foi longa e já rendeu frutos. Foram 6 meses de testes, 235 projetos lançados no Catarse Flex e mais R$4 milhões arrecadados. Foram horas de conversas, percalços e aprendizados até que sentíssemos que a cria estivesse pronta para encarar o mundo. E é isso que a gente quer dividir com vocês.

Crowdfunding com tempero brasileiro

O debate sobre uma modalidade mais flexível de financiamento é bem mais antigo que esses 6 meses. Quando lançamos o Catarse em 2011 discutimos sobre o tema, entretanto escolhemos trabalhar só com o Tudo Ou Nada. As motivações foram várias, mas uma das principais devia-se a estarmos desbravando o crowdfunding no Brasil. Acreditávamos que O Tudo Ou Nada passava uma sensação maior de confiança para os apoiadores, já que se a meta não for atingida o dinheiro é devolvido. Reduzia os riscos para ambos os lados. E isso seria essencial para a difusão do crowdfunding no Brasil. A redução de riscos para os dois lados – o apoiador recebendo o dinheiro de volta caso o projeto não bata a meta e o realizador assumindo a responsabilidade de viabilizar o projeto apenas com todo o dinheiro que julga necessário para que ele saia do papel – era essencial para a difusão do financiamento coletivo.

Nosso compromisso nunca foi apenas com a plataforma do Catarse, mas sim com a disseminação da cultura colaborativa e do crowdfunding no Brasil como um todo. Exatamente por esse compromisso que, após 5 anos e mais de 2 mil projetos financiados no modelo Tudo Ou Nada, percebemos que um outro passo era necessário. Queríamos entender como outros modelos de financiamento coletivo se desenvolveriam no contexto nacional e quais seriam suas diferenças em relação ao modelo que tínhamos desenvolvido até aqui. Desse desejo – e de mais um tanto de provocações -  nasceu a ideia do Catarse Flex.

Encontros e provocações

Foi em um evento em sua cidade natal, a mineira Uberaba, que um dos fundadores do Catarse, o Luis, encontrou por acaso o investidor Yuri Gitahy.  Do encontro veio a provocação.

Yuri ficou surpreso ao saber que desde a  fundação o Catarse operava sobre a mesma lógica, sem nenhuma mudança radical. O feito é positivo, não é raro que a maioria das empresas de tecnologia precisem mudar mais de uma vez seu modo de atuação para encontrar o tão sonhado modelo de negócio lucrativo e viável. Apesar do time estar ganhando,  a dúvida ficou no ar: “Será que realmente não existia nada de diferente que a gente pudesse fazer?”

tweet yuri gitahy

A provocação impulsionou a vontade que já tínhamos de estudarmos como novos modelos de arrecadação se comportariam por aqui. Fazia parte do nosso compromisso com o financiamento coletivo no Brasil. Começava assim a concepção do Catarse Flex e os 6 meses de teste que se seguiram.

Por que Flex?

Ao optarmos pelo Tudo Ou Nada priorizamos a sensação de confiança que o modelo transmitia aos apoiadores. Mas existia o outro lado da moeda. O medo do realizador, que temia se esforçar e não conseguir alcançar a meta, acabar “morrendo na praia”. Definitivamente, o medo não se provava em números, já que os projetos não-financiados eram responsáveis por menos de 10% de todo o  dinheiro movimentado no Catarse. Ou seja, os projetos que não alcançavam a meta em geral não “morriam na praia”, na verdade eles mal começavam a nadar. Justificável ou não, o medo era real. Além disso, ainda existem situações em que qualquer contribuição era válida, seja ela 1% ou 1000% da meta.

Para responder a esses medos e anseios chegamos até o modelo Flex. Nele o realizador recebe o que arrecadar, independente de quanto isso represente da sua meta. O modelo ideal para projetos que já vão acontecer de qualquer maneira e apenas buscam reduzir possíveis prejuízos, como cortejos carnavalescos e campanhas para a premiação do Oscar, ou causas pessoais, como tratamentos médicos e casamentos.

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A campanha para o Oscar de O Menino e o Mundo foi financiada coletivamente com o Catarse Flex

E agora?

Ao longo dos últimos meses acompanhamos com afinco a evolução dos projetos que utilizavam a modalidade Flex para entendermos como essa novidade estava se comportando e, principalmente, entender as diferenças entre ela e o Tudo Ou Nada.

Até nossa última análise observamos que apenas 10% dos projetos que passaram pelo Flex atingiram as suas metas. A meta média deles  era R$ 3 mil. São projetos de orçamento baixo e que precisavam apenas de um pequeno empurrão. Já os projetos que não alcançaram suas metas, tinham meta média era maior que R$ 28 mil.

Ainda  vai ser preciso tempo para chegarmos em conclusões precisas sobre as diferenças entre o Flex e o Tudo Ou Nada e o melhor uso para cada uma desss modalidas. Mas essa é  uma das nossas metas agora, após o lançamento oficial. Estamos  ansiosos com essa nova fase e tudo que ela pode nos revelar. Gostaríamos de ver toda a comunidade participando desse momento com a gente! Clique aqui e experimente o Catarse Flex!