Financiamento coletivo no Brasil – Blog do Catarse

Posts tagged documentário

Geral / Histórias de Projetos

Chega de Fiu-fiu: como transformar uma polêmica em um projeto de crowdfunding de sucesso

Chega de fiu fiu

Por Luísa Ferreira

“Gostosa”, “Princesa”, “Ô lá em casa”… Cantada, elogio ou assédio? A polêmica acerca do assunto ajudou as jornalistas Juliana Faria, Amanda Kamanchek,  Fernanda Frazão e Camila Biau a arrecadarem quase R$65 mil para a realização do Documentário Chega de Fiu-Fiu. O filme surgiu como uma continuação da campanha homônima lançada por Juliana e pela, também jornalista, Karin Hueck, em 2013. A pesquisa publicada por Juliana e Karin mostrava que, entre as quase oito mil mulheres entrevistadas, 99,6% diziam já ter recebido cantadas, e 83% delas disseram não ter gostado desse tipo de interação.

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Geral

Lembrar é resistir – 50 anos do golpe e os filmes sobre a ditadura no Catarse

Ditadura Assassina

Em 1979 o Brasil ainda vivia sob o julgo da ditadura militar, mas já dava tímidos passos rumo ao tão aguardado processo de redemocratização. A tensão ainda estava no ar. Ninguém sabia ao certo qual seria o destino legal dos crimes que o Estado teria cometido durante o regime. O temor era que algumas das principais provas, os documentos produzidos pelo próprio governo, fossem “acidentalmente” perdidos, incendiados ou triturados ao apagar das luzes. Então, um grupo de advogados e ativistas resolveu colocar um ousado plano em ação: iam copiar secretamente esses documentos embaixo dos narizes dos militares e arquivá-los.

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Geral / Histórias de Projetos

Mais Crowd do que Funding – Como o filme Belo Monte conseguiu muito mais do que R$ 140 mil

cartaz do filme

Por Caio Tendolini

No fim de 2011, fui convidado para realizarmos a campanha de financiamento coletivo do documentário Belo Monte, anúncio de uma guerra, que retrata a realidade dos povos indígenas e ribeirinhos afetados pela construção da hidrelétrica, dando um panorama político e social em nível nacional. O diretor, o cineasta André D’Elia, tinha investido todo o dinheiro que tinha poupado para captar cerca de 200 horas de material no Xingu, Brasília, Altamira e outras localidades. Era hora de finalizar o filme, só que o orçamento para editá-lo e lançá-lo era de R$ 600 mil (fazer cinema é caro).

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