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Apresentando os Canais Catárticos

É com um prazer do tamanho do universo que a gente vem apresentar hoje pra vocês esse novo espaço no Catarse. Nos Canais Catárticos, parceiros (instituições bacanas que compartilham valores com a gente) poderão identificar projetos que eles amem e ajudar a divulgá-los nas suas próprias redes. Pra isso, cada um terá uma página lindona onde estarão os projetos e comentários sobre por que ele acha aquele projeto bacana.

A ideia é ampliar a rede catártica e aumentar as chances dos projetos serem realizados. Acreditamos que a diversidade, a convivência harmoniosa de visões de mundo e um maior diálogo entre diferentes redes, podem potencializar ainda mais o financiamento colaborativo no Brasil.

Hoje a gente começa com esses cinco parceiros aqui embaixo (cliquem no logo deles pra conhecer cada uma das páginas) , e logo logo essa rede deve se expandir. =)
 

      


 


Nosso super agradecimento a esse pessoal que tem apoiado o Catarse nos últimos meses. É muito bom trabalhar com todos vocês.


A gente é louco pra fazer, cada vez mais, mais projetos criativos acontecerem: em quantidade, qualidade e diversidade. Os Canais Catárticos são um passo a mais pra isso. Afinal, esse tanto de gente boa com projetos fantásticos nesse País merecem, não é?

Então entra logo lá no site pra conferir essa novidade: http://catarse.me

Por que a gente mudou a taxa de serviço do Catarse?

Ah, esse blog e um porão escuro, daquelas casas erguidas no século XVIII e abandonadas há um par de décadas, já estavam prestes a juntar o mesmo volume de teias, todas densas e, quiçá, intransponíveis. Mas eis que de ímpeto surge um assunto importante pra reinaugurar esse canal de comunicação que a gente tanto gosta, mas que não tem dado conta de deixar lindão como deveria - por sinal, alguém que gosta do Catarse e de comunicação está interessado em cooperar com o nosso blog? x)

Bem, viemos aqui hoje pra falar da alteração que a gente fez pra taxa que o Catarse cobra pelos seus serviços.

Antes, do que era arrecadado para os projetos que conseguiam atingir sua meta, 5% ficava com o Catarse, e um outro valor, variável, ficava com o meio de pagamento (responsável pelas transações financeiras e tal). A partir de agora (18:34h, horário de Brasília, do dia 9 de setembro de 2011, pra se fazer os devidos registros =P), a taxa que ficará com o Catarse será de 7,5%.

(Ahhh, uma coisa bem importante! Essa nova taxa só vale para os projetos que forem enviados a partir de agora, todos os outros, ou seja, aqueles que estão no ar ou os que já foram enviados, continuam com a taxa de 5%, ok?)


Desde que lançamos a plataforma, sugerimos para os autores dos projetos que acrescentassem, no valor que pediriam para realizar o projeto, cerca de 12%, de onde 5% iria para o Catarse e até outros 7% para o meio de pagamento.

Ao longo desses quase 8 meses desde que o site foi lançado, percebemos duas coisas:

a) A taxa do meio de pagamento nunca chegou a 7%. Só teve uma vez que beijou os 6%, mas, na graaaaande maioria dos projetos, esse valor gira entre 4% e 5%, sendo que algumas vezes esse número foi até menor.

b) Hoje, o Catarse tem 8 pessoas trabalhando. Por enquanto, pra projetos bem-sucedidos, foram movimentados quase R$550 mil reais (o que é fantástico). Como ficamos com 5% disso, nossa receita até então, somando os seis meses de funcionamento, foi de pouco mais de R$25mil. Bem, desse valor ainda tem que ser descontado os impostos, pra daí a gente pensar em pagar as nossas contas do dia-a-dia. Desse jeito, acaba sobrando muito pouquinho, quando sobra, para as pessoas que trabalham por aqui (e a gente acha que é justo remunerar todo mundo). Aumentar a taxa vai fazer a gente dar uma respirada e caminhar com passos mais firmes para sermos sustentáveis.

Bem, como costumávamos comunicar que a taxa conjunta (Catarse + Meio de pagamento) era de 12%, isso praticamente não mudará. Como em geral a taxa do meio de pagamento fica em 4,5%, continuaremos, na maioria das vezes, com uma taxa somada de 12% (sim, às vezes será um pouquinho maior, caminhando pra 12,5% e em raríssimas vezes 13%, mas não será a regra).

Como é importantíssimo na nossa vida ser transparente com todas as milhares de pessoas que já apoiaram um projeto, já simpatizaram com algum outro ou que gostam do trabalho que a gente faz, nada mais justo do que explicar, nesse breve texto, nossas razões para essa decisão. E, falando em transparência, achamos legal compartilhar essa tabela com todos os projetos que foram bem-sucedidos no Catarse (até o dia 4 de setembro), quanto eles levantaram, e por aí vai. =)

Cada vez mais estamos empolgados em criar, com a ajuda de vocês, um espaço de trocas fantástico pra viabilizar a realização dessa infinidade de projetos geniais.

Vamos nessa? o/

Morar, um novo coletivo

 

Pedimos a licença pro pessoal do Garapa deixar a gente postar por aqui esse fantástico texto que eles escreverem lá no site deles. Vale cada linha. Valeu galera!

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Dois meses depois de divulgar o projeto Morar (entenda aqui) no Catarse.me, uma plataforma de financiamento colaborativo, conseguimos arrecadar não apenas o valor que pedimos inicialmente, mas R$ 905,00 a mais. Tivemos 95 apoiadores, muitos deles desconhecidos até então.

   

Durante esses 60 dias, acompanhamos o placar ao lado quase de hora em hora, comemorando a cada “mais um” que se somava à conta. E o tal “mais um” era comemorado não necessariamente pelo valor, mas mais pelo seu significado: mais uma pessoa a apoiar o nosso projeto, mais um parceiro para nossos anseios.

Esta foi uma das lições que aprendemos: por trás de ideias como a do crowdfunding está algo maior do que uma relação meramente econômica (também presente, é claro); há uma relação de cumplicidade entre o proponente e os apoiadores. Nisso o modelo vai em direção praticamente oposta aos formatos tradicionais – e verticais – de financiamento, como as leis de incentivo ou o patrocínio. Já nos perguntaram algumas vezes sobre a necessidade ou não de prestação de contas. Nossa resposta é simples: a nossa obrigação com todos os que apoiaram é moral, não institucional, e isso é muito mais significativo. São 95 novos parceiros, que desejam ver o projeto realizado tanto quanto nós. De qualquer forma, consideramos justo abrir todas as contas do projeto: http://morar.tumblr.com/planilha

Outra lição importante: a web é imprevisível, não há receita de sucesso, e não dá para esperar que a rede por si só torne possível, espontaneamente, uma empreitada como essa. O contato pessoal continua sendo imprescindível.

Desde que publicamos o projeto no Catarse, várias outras ideias surgiram em plataformas semelhantes. É importante que esse modelo se consolide – quantos ótimos projetos não sairiam do papel se tivéssemos uma verdadeira cultura de colaboração? Como seria bom se não dependêssemos quase que exclusivamente dos departamentos de marketing das grandes empresas? Acreditamos que a onda esteja apenas começando a subir, e por isso decidimos reinvestir aqueles R$ 905,00 a mais que recebemos em outros projetos que julgarmos interessantes, para fazer a roda girar. Além disso, o resultado do projeto será distribuído sob licença Creative Commons, para uso livre e gratuito, respeitadas as condições da licença, opção que também nos parece justa considerando a forma como o trabalho foi viabilizado.

Um imenso obrigado a todos os apoiadores, ao pessoal do Catarse, e a todos os que nos ajudaram a espalhar a ideia por aí. Dois meses, algumas lições aprendidas e um novo coletivo formado, com mais 95 membros. O trabalho começa agora, e a sensação de realizá-lo dessa forma é indescritível.

Para saber mais sobre o projeto, leia a entrevista que demos às moças do blog 7 Fotografia, lá do Recife. Elas nos fizeram o favor de explorar praticamente todas as questões pertinentes ao projeto, nós só precisamos responder.

Para acompanhar o andamento do projeto, incluindo aí a prestação de contas, como falamos acima, siga o Tumblr que criamos para ele: http://morar.tumblr.com/

 

Bastidores

Domingo, 22 de Maio de 2011. Acordo perto do meio dia. E pra quem está acostumado a acordar às 6 da manhã, já era um dia diferente. Antes de sair da cama já tinha esticado o braço pra ligar o computador, prática comum do dia-a-dia.

Tinha um email do meu irmão, o Rafa, e é difícil ele mandar um email que não valha a pena ler. De título “Vocês reconhecem alguém?”. No texto, “acabei de receber esse link…Pô, fiquei todo emocionado.”.  Detalhe: ele se esqueceu de mandar o link. Respondi “Ei, o link não veio” e ficou nisso.

Poucas horas depois fui visitar uma amiga e o Luís, sócio catártico, estava por lá ouvindo uma música contagiante. “Diegão, o Dani (outro sócio catártico) me mandou essa música, seria demais ter um projeto deles no Catarse, né?”. Lógico, eu falei. Nunca esses dois erraram no feeling de colocar bons projetos no site.  E a música era das mais contagiantes que eu já tinha ouvido. Mas eu fiquei só ouvindo a música, não vi o clipe.

Outras horas depois volto pra casa e meu irmão tinha, dessa vez, mandado o link direitinho.

Clico nele. Começo a ouvir o som. Gelei.

A música que meu irmão ficou emocionado, que ele tinha perguntado se eu reconhecia alguém, era a mesma que o Luís estava mega empolgado ouvindo naquele dia.

Gelei no primeiro verso, mas não tanto quanto quando eu vi o Diego Plaça ali no vídeo. Fiquei boquiaberto. Lógico que eu reconhecia alguém.

O Diego Plaça, baixista da banda, é amigo dos tempos de ensino médio, em Paranavaí, lá no noroeste do Paraná. E alguns segundos depois eu me toquei que a cantora da banda é a Uyara, e eu estudei com ela no Ensino Fundamental, no auge dos meus 10 anos. Foi uma delícia ver os dois ali no vídeo, ouvir aquela música contagiante e ver o trabalho deles agraciados com inúmeros comentários deliciados com o som e a alegria da banda.

Não dá pra dizer que é coincidência que o mesmo vídeo que meu irmão quis me mandar logo cedo (e que ele tinha recebido por uma lista de emails da UFSC) era o mesmo que o Luís estava ouvindo durante a tarde. O clipe já tinha perto de 1 milhão e meio de visualizações e tinha se espalhado loucamente pela internet. Mas isso não fez com que eu ficasse menos surpreso e quisesse na hora sair ligando para os dois.

E nem o Luís nem o Rafa atendiam o celular. Liguei até pra minha mãe com a empolgação que eu tava.

Aí eu fui adicionar o Diego no Facebook. E no outro dia eu liguei pra ele. E ele me disse que já conhecia o Catarse. E que era pra eu falar com o Vini. E aí eu liguei pro Vini. E eles já pensavam em colocar um projetos no Catarse, porque conheciam a galera da banda Nuvens, que tem um projeto no site.  Mas não era pra agora, afinal, eles estão merecidamente cheio de compromissos.

E o vídeo se multiplicava nas telas de computadores do Brasil e do mundo.

Mas no sábado a tarde, lá pelas 18h, quando eu chego em casa (e eu tinha esquecido meu celular quando eu sai), tinha uma ligação do Vini. Fiquei empogaldo e liguei pra ele. Ele falou “queremos colocar o projeto no Catarse amanhã, rola?”. Na hora passou pela minha cabeça o tantão de trabalho que teríamos pra isso, e falei “lógico!”. E olha que o projeto era mais complexo – e mais fenomenal – do que eu poderia imaginar. Não 1, mas 12 projetos. 1 pra cada música, porque é o público que vai decidir qual música deve entrar no CD ou não. É tudo que a gente sempre sonhou: música independente e democracia à sua última potência caminhando juntas.

Passei o resto do sábado respondendo emails e arrumando o terreno pra me dedicar o domingo inteiro, o máximo possível, pra colocar o projeto no ar.

Domingo cedo o Dani (o sócio do Catarse, que mora em Porto Alegre, e tinha falado pro Luís ver o vídeo da banda) chegou aqui em casa em São Paulo e começamos a trabalhar. Passei o dia inteiro entre telefonemas e emails com o Vini, o João e a Walquiria – e o Dani programou durante o dia todo um site mais lindão ainda pra entrar no ar junto com o projeto d’A Banda Mais Bonita da Cidade.

Nisso, o Thiago, que também é sócio do Catarse (depois que a gente se fundiu com a Multidão) mandou o logo e o background do Catarse, novinhos em folha. É muita mudança em pouco tempo – e como isso é bom!

Às 20:50h de ontem, domingo, dia 29 de maio, uma semana e algumas horas depois do email que meu irmão havia mandando, ia pro ar no Catarse o projeto d’A Banda Mais Bonita da Cidade.

Daquela hora até a hora que eu estou escrevendo esse texto (14:45h, do dia 30 de maio), foram mais de 10 mil visitas no site e, por enquanto, quase R$6mil em contribuições pra gravação do CD.

O que eu acho mais sensacional de tudo isso é ver um monte de gente pelo Brasil todo empolgados com um banda com essa energia fantástica e que está louca pra colaborar, participar e fazer com que o CD deles possa existir.

E aí, quer quer participar disso tudo também?

http://catarse.me/abandamaisbonitadacidade

http://farm4.static.flickr.com/3022/5777007095_75ccb9cf0c_b.jpg

Diego Reeberg

@diegoreeberg

Criadores Respondem: SPolifônica

                                                                                                                       

  Arrá! A série Criadores Respondem, onde a gente conhece um pouquinho mais sobre as entrelinhas dos projetos criativos que circulam pelo Catarse, está de volta.   A Letícia Arcoverde e a Cecília Cussioli são estudantes do último ano de jornalismo da UFSC e tiveram a sensacional e ousada ideia de capturar sons de São Paulo e criar um projeto colaborativo pautado na ideia de redescobrir a cidade através dos seus sons, o SPolifônica.   Deliciem-se com o bate-papo.  

1 - Posso estar enganado, mas jornalismo colaborativo não deve ser o tema da maioria dos trabalhos de conclusão de curso por aí, certo? De onde veio a motivação pra fazer esse trabalho? Alguém já achou que vocês eram meio doidas por escolherem esse tema?

É verdade, não sabemos de muitos TCCs de jornalismo na área. Mas a ideia surgiu muito naturalmente, assim que decidimos que fazer o trabalho para a web, que é um meio de que sempre gostamos, e que sabemos que só tem a crescer no jornalismo. Ao longo desses quatro anos de curso estudamos muito sobre os impactos que a internet teve no área, a crise nos jornais impressos e o futuro da profissão num mundo em que a informação não tem mais dono. Mas eram poucos os professores que viam a  produção colaborativa como uma saída para isso. Ainda aprendemos um modelo muito tradicional, que está cada vez mais perto de desaparecer. Foi importante estudá-lo, é lógico, e as bases do jornalismo sempre serão as mesmas - contar histórias, dar vozes as pessoas, que é o objetivo principal do nosso trabalho - mas na hora de produzir o TCC sentimos que era o momento de tentar outro caminho.

    


Não só nós, mas a geração que está na universidade hoje e está se formando agora é feita de pessoas que já vivem completamente integradas nesse mundo digital, e já estão acostumadas a produzir coletivamente. Não usamos a wikipedia como fonte de pesquisa, ou rimos de memes que não têm dono e se espalham e se modificam com uma rapidez imensa? Sem nem ir muito longe, o próprio Catarse e o sucesso que ele está tendo é um exemplo disso. É muito natural para a gente criar e remixar informação. Queríamos produzir jornalismo justamente para esse contexto, e percebemos na hora que não dá para fazê-lo sozinho.

                       


Um projeto interessante que também foi desenvolvido como tcc  na UFSC é o Comunicasa, um site para discussões sobre redes sociais onde qualquer um pode colaborar com artigos. Seria legal ver mais projetos assim daqui pra frente, e esperamos que o nosso sirva como exemplo para quem está se formando nos próximos anos.


2 - No blog do projeto, vocês disseram que já reuniram mais de 20 horas de vídeo. Algumas delas com certeza surpreenderam vocês certo? Qual dos sons e situações de São Paulo vocês acharam mais esquisitos?

 

Gostamos de achar alguns sons inusitados, que só existem mesmo em São Paulo. Como a pianista que toca por doze horas de madrugada numa igreja do centro, uma vez por semana, ou o professor de matemática que encontramos no meio da rua e que queríamos ter achado antes (tipo antes do vestibular. como boas jornalistas, matemática nunca foi nosso forte). O bacana também foi pensar em sons e ruídos em toda a sua amplitude, por exemplo, no silêncio, que não deixa de fazer parte da sinfonia da cidade. Para retratar isso encontramos com os monges que meditam em cima do Copan (e a visão que eles têm de barulho e silêncio é incrível).

  3 - E como vocês fizeram pra escolher essas pessoas e sons que vocês gravaram nos últimos meses?   Nós tínhamos pensado em algumas pautas antes de vir para São Paulo, e quando chegamos aqui achamos mais inúmeras só de andar pela rua. Tentamos escolher sons que caracterizem São Paulo tanto por serem parte do dia a dia (como a buzina dos motoboys), tanto por serem inusitados e diferentes (como os que eu descrevi na outra pergunta). São Paulo é uma cidade incrível e vibrante nesse sentido, e poderíamos ter colhido muito mais material, se tivéssemos tempo. Mas por isso que sabemos ter acertado em fazer esse trabalho colaborativo: quem melhor do que quem vive e circula na cidade para contar essa história?

4 - Como vocês enxergam - lá na frente, com o site pronto, com várias contribuições de gente de todos os cantos de São Paulo - que vai ser a experiência de quem entrar no São Paulo Polifônica?
  Queremos que seja uma forma de redescobrir São Paulo, e que mesmo quem anda por ela diariamente possa entrar no site e pensar “nossa, nunca tinha reparado nisso!”. Às vezes não paramos para prestar atenção no que vimos e ouvimos ao nosso redor, principalmente se estivermos num lugar muito familiar. Queremos que o site seja um mapa dessas pequenas coisas que às vezes deixamos passar, e que podem ser histórias incríveis, afinal a cidade, assim como o mundo, é formada de histórias.

Gostou do projeto? Faça ele acontecer. Clique aqui e apoie o SPolifônica.

  Equipe São Paulo Polifônica  www.spolifonica.com

Por que abrimos os códigos do Catarse

Na sexta-feira (11/03), anunciamos no Google Groups do CrowdfundingBR que os códigos-fonte do Catarse foram abertos, ou seja, estão disponíveis para qualquer pessoa acessar, propor mudanças ou utilizar como base para desenvolver seu próprio sistema.

Para que não fiquem dúvidas sobre por que fizemos isso, nada melhor do que apresentar nossas principais 
motivações.

1 – A gente acha que esta é uma ótima maneira de desenvolver o crowdfunding no País. Por estarmos doando o trabalho que tivemos até agora, abrimos a possibilidade de pessoas que se identifiquem com o crowdfunding poderem agregar com seu trabalho para evolução da modalidade no Brasil.

2 – Somos apaixonados por colaboração – mesmo! E isso não é só na hora de colaborar para apoiar os projetos e ajudá-los a acontecerem. É também no conteúdo desse blog (onde várias pessoas já contribuíram com posts), desenvolvendo o software e, cada vez mais, permeando outras das nossas atividades. Na verdade, a gente acredita que colaboração é a palavra do futuro – se já não for a do presente, né?

3 – As possibilidades envolvendo crowdfunding são enormes e o movimento está apenas começando por aqui. Abrir os códigos é uma forma de impulsionar novas iniciativas. Por exemplo, é possível utilizar o que já está pronto para criar uma plataforma focada em crowdfunding para cursos ou eventos (mostras de arte, palestras, seminários, etc.). Isso seria fenomenal e praticamente ninguém atua nesses ramos.

4 – Facilitar na criação de um plugin. A ideia dele é fornecer o básico de um sistema de crowdfunding para que qualquer pessoa possa fazer uma campanha por conta própria.

Ainda podem surgir dúvidas se ao fazermos isso não haverá um crescimento exagerado no número de plataformas, sendo que algumas podem vir a oferecer um serviço precário, impactando negativamente o mercado como um todo.

Acreditamos que seja possível sim aumentar o número de plataformas, mas, na verdade, o software em si não é uma barreira muito grande. Qualquer pessoa pode contratar alguma empresa para desenvolver um sistema semelhante. Também achamos que o público saberá muito bem definir quais plataformas conseguem entregar um maior valor e as pessoas mesmo dirão quem deve permanecer no mercado. Quem não fornecer um bom serviço e, principalmente, não for motivado por paixão à modalidade, não se sustentará por muito tempo. 

De qualquer forma, a conversa sempre pode se prolongar, pois sabemos que há muita gente mais do que disposta a fazer o crowdfunding acontecer no Brasil. 

Deem suas sugestões, dicas, críticas nos comentários desse post para evoluirmos a conversa em conjunto.

PS: Para os que se interessarem pelos códigos, só pedimos uma coisa: que leiam com atenção as boas práticas que escrevemos e cultivem conosco uma cultura de respeito e reciprocidade. :)

Este post foi originalmente publicado no blog CrowdfundingBR.

Tuitando uma campanha no Catarse

Para uma campanha ser bem sucedida é preciso de esforço online e offline. E aqui eu pretendo dar umas dicas sobre como desenvolver um bom relacionamento com seus apoiadores via Twitter. 


A primeira sugestão é criar uma conta específica para o projeto. Não é legal inundar a timeline do seu perfil pessoal com os posts de divulgação da sua campanha. Portanto sugiro um canal específico para isso, ele será útil para atualizar sobre o andamento e estabelecer novos relacionamentos, além de servir para mensurar quem realmente se interessou pelo projeto. 


Quando digo criar o perfil, faça isso de forma completa. Preencha todos os dados, use adequadamente os campos de localização e, especialmente, o link para a página do seu projeto (pode ser um blog ou uma landing page que você criou para a ocasião). Também tente usar adequadamente a imagem do avatar, pensando nisso como a sua marca.


Um dos motivos mais importantes para você estar no Twitter é permitir que as pessoas tenham um perfil ao qual linkar quando falarem do seu projeto. Não fez ainda? Corra lá, não custa nada! 


Se você resolver usar um perfil que não é específico para o projeto, como eu mesmo faço no @ajudeumreporter, mantenha uma certa periodicidade nas postagens sobre a sua campanha e não torne a sua timeline um canal só de propaganda. Eu costumo intercalar algumas mensagens de manhã e de tarde, para que o alcance seja melhor distribuído entre os seguidores. Essa é, inclusive, uma tática do Guy Kawasaki que costuma reproduzir as mensagens a cada intervalo de 8 ou 10 horas, para poder pegar pessoas que utilizam o Twitter em diferentes horários.


Mostre a cara. Retuíte mensagens do seu perfil pessoal para que as pessoas saibam quem está por trás do projeto e possam falar pessoalmente. Pessoas falam com pessoas e diferentes pessoas preferem diferentes graus de relacionamentos. Não, não precisa ser tão íntimo.


Mensure! Utilize os encurtadores de URL com contadores de cliques para mensurar a atenção que as suas mensagens estão tendo: pode ser o migre.me, bit.ly, o encurtador nativo do Hootsuite ou qualquer outro com a mesma função. Experimente diferentes abordagens e prossiga com as que têm melhor resultado.


Converse. Responda a quem envia perguntas, tire dúvidas, agradeça os apoios e faça novos contatos, independente do tamanho da base de seguidores da pessoa. Não deixe mensagens sem resposta e acredite que essa atenção pode trazer, no mínimo, novas idéias e um grande contato interessado no seu projeto.


Monitore e participe. Utilize as buscas do Twitter para monitorar termos relacionados ao seu projeto e à plataforma de crowdfunding que você utiliza. Veja o que estão falando sobre o seu projeto e participe em discussões que estão acontecendo por aí. Eu recomendo bastante o Hootsuite para esse tipo de monitoramento em tempo real.


Espalhe a cultura do crowdfunding! Una forças com outros donos de projetos e pense em movimentos organizados. Quanto mais espalhamos a nova cultura do crowdfunding no país, melhor para todos que estão nessa luta e querem ver projetos se realizarem.


Não sabe por onde começar? Veja o convite abaixo:


Participe da #FundingFriday. Esse movimento surgiu na última sexta (11/02/2011) e tem potencial para se internacionalizar com o apoio de outras plataformas fora do Brasil. Para participar, basta tuitar sobre crowdfunding e incluir a hashtag #FundingFriday sempre às sextas-feiras. A ideia não é só indicar bons projetos, mas difundir o crowdfunding e unir esforços com todos que acreditam nessa cultura, um “call to action” coletivo e super oportuno também para projetos que estão na reta final.


Esses são os principais pontos e acredito que existam outras ações que possam ser implementadas. Se você quiser bater um papo sobre o assunto é só tuitar para @gustacarneiro.

Gustavo Carneiro

Como apoiar projetos no Catarse

O Catarse é um site que tem um modelo de funcionar diferente do que a gente tá acostumado por aí. Pra tirar todas as dúvidas de o que você tem que fazer para apoiar um projeto, fizemos esse pequeno guia.

1) Cadastre-se no Catarse. Isso é bem fácil, é só acessar o botão “Cadastre-se” ali em cima, no canto direito da tela. Aí você terá que escolher a sua rede social favorita, autorizar a conexão dela com o Catarse e, pronto, está feito!

2) Clique no seu projeto favorito. Quando você fizer isso, abrirá uma página só sobre o projeto. Ali vai ter o vídeo, a descrição do projeto e, claro, as recompensas.

3) Clique no botãozão verde “Quero apoiar este projeto” ou clique direto na recompensa que você quiser. Tudo isso fica ali do lado direito da tela.

4) Defina o valor do apoio e escolha a recompensa. Lembre que a recompensa tem que ser do mesmo valor ou menor do que o tanto que você apoiou.

5) Clique em “Revisar e realizar pagamento”. Isso fica lá embaixo da tela, abaixo das recompensas.

6) Aqui a gente tem duas opções possíveis, duas empresas super confiáveis que processam os pagamentos: O MoIP e o Paypal. Vamos explicar cada uma delas:

6.a) O MoIP só possibilita pagamentos nacionais, mas dá a possibilidade que ele seja feito por boleto bancário ou transferência eletrônica. Se você preferir usar ele, é só: preencher seus dados; concordar com os Termos de Uso do Catarse; e clicar em “Efetuar Pagamento pelo MoIP”. 

Dali, você vai ser redirecionado para o ambiente do MoIP e poderá escolher a sua forma de pagamento predileta. Você pode pagar tanto com cartão de crédito, débito automático ou boleto bancário.

6.b) O Paypal é o líder mundial em pagamentos online. Pra você acessar essa opção, é só clicar em “Quer fazer pagamento internacional? Clique aqui”. É importante ressaltar que o Paypal pode ser usado pra todo mundo, mesmo para pagamentos nacionais, mas é o único possível para pagamentos internacionais. A gente recomenda o MoIP para pagamentos nacionais porque o Paypal só dá um limite de 60 dias para que o estorno seja feito sem que as taxas sejam cobradas (se ele for feito em mais de 60 dias, você receberá de volta o valor que você apoiou, menos as taxas 5,4%+R$0,60). 

É bem importante ressaltar que se você for usar o Paypal, você não precisa preencher as informações de cadastro que ficam nessa tela, como nome, endereço, etc. Elas só servem para o MoIP. 

7) Volte para o ambiente do Catarse. Depois que o pagamento tiver sido feito, é só clicar em “Voltar para o site”, para acessar de novo o ambiente do Catarse.

8) Compartilhe! Divulgue! Pronto! Agora é só usar o Facebook, o Twitter ou qualquer outro meio para divulgar o projeto que você apoiou e trazer mais gente para apoiá-lo. Assim, o objetivo de arrecadação será atingido e o projeto terá sucesso no seu financiamento.