Financiamento coletivo no Brasil – Blog do Catarse

Dicas de Campanha / Histórias de Projetos

Um blog que virou livro: entrevista com o criador do Blog ‘Do Seu Pai’

Pedrinho Fonseca é pai, escritor, fotógrafo. Desde 2013 ele deposita no blog Do Seu Pai cartas para seus filhos: João, Irene e Teresa. Esse espaço, que mobiliza pais e mães pelo Brasil afora e adentro, acabou criando uma comunidade de debate, discussão e apoio. Perguntavam se ele faria um livro com os textos e fotos do blog. Ele dizia que sim. E convidou as pessoas a fazerem junto com ele. E fizeram.

Nós batemos um papo com ele, por conta da nossa página especial sobre Publicações de Livros e Revistas Independentes, para saber como foi sua experiência de arrecadar mais de R$32 mil arrecadados com a ajuda de 404 pessoas com uma campanha de financiamento coletivo no Catarse. Ele dividiu conosco o porquê de escolher o financiamento coletivo, os desafios de se publicar um livro independente e os aprendizados gerados nessa jornada. Confira a entrevista abaixo:
 

1 – Por que você escolheu fazer um Catarse ao invés de buscar outra forma de financiamento (grana própria, editais, patrocinadores)?

O projeto que levei para o Catarse era a publicação de um livro com as cartas que escrevo para os meus filhos. Um conteúdo que estava disponível na internet (um blog), que mobilizava pais e mães pelo Brasil afora e adentro, que acabou criando – para a minha vida – uma comunidade de debate, discussão e apoio nas tantas questões que surgem quando temos filhos. Por esse senso de comunidade, coletividade, não conseguia enxergar essa tentativa de fazer um livro como se fosse algo só meu. Eu me sentia chamado a dividir essa vontade com a comunidade que formamos e entender se aquilo era importante só para mim, se era uma vaidade, ou se tinha realmente o seu valor, se tinha importância para este grupo de pessoas. Então buscar editais, patrocinadores, nesse caso, não fazia sentido para mim. E o Catarse, por sua vez, já tinha na sua essência esse mesmo senso de comunidade. Foi o melhor caminho possível: tentar viabilizar essa vontade coletiva num lugar onde só o coletivo pode mesmo viabilizar uma ideia, ou vontade.
 

2 – Quais os medos que vocês tinham antes de lançar a campanha e como fizeram para encará-los e superá-los?

O maior medo era não alcançar a meta. Essa sensação de ter fracassado, não ter conseguido, me dava medo. Porque talvez simbolizasse a falta de interesse das pessoas naquele assunto em que eu acredito tanto. Mas esse medo passou logo, mesmo antes do Do Seu Pai ter atingido a meta. Porque num determinado momento, com os apoios que aconteciam, com as mensagens que eu recebia dos apoiadores, passei a ver que mesmo que o projeto não saísse, algo muito poderoso havia sido construído ali. A relação entre a gente.
 

3 – Qual foi seu o sentimento quando o projeto bateu a meta?

Bateu um orgulho danado. Mas mais do que isso deu uma fé enorme nesse poder do coletivo, sabe? Essa percepção de que quando a gente dialoga, constrói, age coletivamente, a gente faz o que a gente quiser. E do melhor jeito: juntos.

 

4 – Qual foi o maior aprendizado com o processo da campanha?

Que é muito, muito importante ouvir todas as pessoas que se envolvem com seu projeto. Do leitor ou apoiador que tem uma sugestão para fazer, a realizadores de projeto no Catarse que têm experiências na plataforma, e com a própria equipe do Catarse. O maior aprendizado foi olhar para essa força coletiva e aprender junto com cada um.

 
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