Educação antirracista como prática: Escola Afro-Brasileira Maria Felipa mobiliza financiamento coletivo para ampliar programa de bolsas em Salvador e no Rio de Janeiro

A Escola Afro-Brasileira Maria Felipa LTDA, primeira escola afro-brasileira oficialmente registrada em território nacional, está com duas campanhas de financiamento coletivo no Catarse voltadas à ampliação de seu programa de bolsas para crianças negras e/ou indígenas em situação de vulnerabilidade social. As iniciativas buscam fortalecer uma proposta educacional emancipadora, antirracista e afro-referenciada, que atua diretamente no combate às desigualdades estruturais produzidas pelo racismo no Brasil.

Fundada em Salvador (BA), em 2017, pela professora, escritora e doutora Bárbara Carine, a Escola Maria Felipa nasceu da urgência de oferecer uma educação que valorizasse a cultura afro-brasileira e indígena desde a infância — algo ainda ausente na maioria dos espaços escolares. Localizada na cidade mais negra fora do continente africano, onde 82,7% da população se declara negra, segundo o IBGE, a escola se consolidou como referência nacional em educação decolonial e afrocentrada.

Adote um/uma Educande: educação como responsabilidade coletiva

“Adote um/uma Educande – Maria Felipa”, é uma ação de responsabilidade social realizada desde o início da escola. O projeto oferece bolsas de estudo integrais para crianças negras e indígenas, garantindo não apenas a mensalidade, mas também materiais didáticos, kits pedagógicos, atividades extracurriculares, passeios e acompanhamento psicológico.

A iniciativa responde a uma desigualdade concreta: apesar de serem maioria em Salvador, pessoas negras recebem, em média, 45% a menos que pessoas brancas, segundo dados da PNAD 2019. Como instituição privada, a escola reconhece que sua mensalidade tende a alcançar grupos socialmente privilegiados e é justamente para romper esse ciclo que o projeto existe.

Ao longo de três anos, o Adote um Educande já beneficiou 13 famílias, com 10 crianças bolsistas atualmente, e agora busca viabilizar cinco novas bolsas, ampliando o impacto do projeto. A proposta vai além do acesso à escola: envolve o acolhimento das famílias, o fortalecimento da identidade racial e a construção de uma memória positiva e emancipadora para as crianças contempladas.

"Decidi que minha filha não passaria por todas as violências que vivenciei na minha infância, na minha formação, consequentes do racismo estrutural. Quero que ela e outras crianças cresçam afirmando a coroa que carregam em suas cabeças". Bárbara Carine

Apoie uma criança bolsista EMF RJ: expansão do projeto para o Rio de Janeiro

“Apoie uma criança bolsista EMF RJ”, marca um novo capítulo na história da escola: a chegada ao Rio de Janeiro, em 2025. A nova unidade, localizada no bairro de Vila Isabel, nasce com o objetivo de levar essa experiência educacional também às crianças da capital fluminense.

Assim como em Salvador, a unidade do Rio de Janeiro adota um currículo humanístico, afro-referenciado e comprometido com o enfrentamento de todas as formas de opressão. O projeto de financiamento coletivo busca reunir recursos para ampliar o sistema de bolsas escolares, garantindo que 20% das vagas sejam destinadas a crianças negras e indígenas em situação de vulnerabilidade social.

Maria Felipa

Batizada em homenagem a Maria Felipa, mulher negra e figura fundamental na luta pela Independência da Bahia, a escola carrega em seu nome e em sua prática o compromisso com a transformação social. Sua metodologia combate o eurocentrismo e a colonialidade do saber, ao mesmo tempo em que afirma que crianças brancas também precisam aprender a reconhecer a humanidade de pessoas negras e indígenas, compreendendo que esses corpos são igualmente dignos de ocupar espaços de poder.

Por meio das duas campanhas no Catarse, a Escola Afro-Brasileira Maria Felipa convida a sociedade a participar ativamente da construção de uma educação mais justa, plural e enraizada nas culturas ancestrais; uma educação que não apenas ensina, mas repara, acolhe e emancipa.

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Fundada em Salvador (BA), em 2017, pela professora, escritora e doutora Bárbara Carine, a Escola Maria Felipa nasceu da urgência de oferecer uma educação que valorizasse a cultura afro-brasileira e indígena desde a infância — algo ainda ausente na maioria dos espaços escolares. Localizada na cidade mais negra fora do continente africano, onde 82,7% da população se declara negra, segundo o IBGE, a escola se consolidou como referência nacional em educação decolonial e afrocentrada.

Adote um/uma Educande: educação como responsabilidade coletiva

“Adote um/uma Educande – Maria Felipa”, é uma ação de responsabilidade social realizada desde o início da escola. O projeto oferece bolsas de estudo integrais para crianças negras e indígenas, garantindo não apenas a mensalidade, mas também materiais didáticos, kits pedagógicos, atividades extracurriculares, passeios e acompanhamento psicológico.

A iniciativa responde a uma desigualdade concreta: apesar de serem maioria em Salvador, pessoas negras recebem, em média, 45% a menos que pessoas brancas, segundo dados da PNAD 2019. Como instituição privada, a escola reconhece que sua mensalidade tende a alcançar grupos socialmente privilegiados e é justamente para romper esse ciclo que o projeto existe.

Ao longo de três anos, o Adote um Educande já beneficiou 13 famílias, com 10 crianças bolsistas atualmente, e agora busca viabilizar cinco novas bolsas, ampliando o impacto do projeto. A proposta vai além do acesso à escola: envolve o acolhimento das famílias, o fortalecimento da identidade racial e a construção de uma memória positiva e emancipadora para as crianças contempladas.

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Assim como em Salvador, a unidade do Rio de Janeiro adota um currículo humanístico, afro-referenciado e comprometido com o enfrentamento de todas as formas de opressão. O projeto de financiamento coletivo busca reunir recursos para ampliar o sistema de bolsas escolares, garantindo que 20% das vagas sejam destinadas a crianças negras e indígenas em situação de vulnerabilidade social.

Maria Felipa

Batizada em homenagem a Maria Felipa, mulher negra e figura fundamental na luta pela Independência da Bahia, a escola carrega em seu nome e em sua prática o compromisso com a transformação social. Sua metodologia combate o eurocentrismo e a colonialidade do saber, ao mesmo tempo em que afirma que crianças brancas também precisam aprender a reconhecer a humanidade de pessoas negras e indígenas, compreendendo que esses corpos são igualmente dignos de ocupar espaços de poder.

Por meio das duas campanhas no Catarse, a Escola Afro-Brasileira Maria Felipa convida a sociedade a participar ativamente da construção de uma educação mais justa, plural e enraizada nas culturas ancestrais; uma educação que não apenas ensina, mas repara, acolhe e emancipa.

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