Nossa taxa de serviço - Parte 1: de onde vem e pra onde vai o dinheiro do Catarse

Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada

Oscar Wilde

Eu sou daquelas pessoas que carrega uma eterna dúvida quando vou comprar alguma coisa: esse produto realmente faz valer o preço cobrado?

Na maioria das vezes, é meu instinto que resolve e a escolha é momentânea. Mas, quanto maior a importância da compra, maior é o tempo que invisto para tomar uma decisão.

Só que a clareza do que está por trás dos preços geralmente é baixa e a análise do valor acaba dependendo de suposições, muitas vezes imprecisas.

Para ajudar a todos que estão em dúvidas se devem ter seus projetos financiados coletivamente no Catarse, resolvemos criar essa minissérie com dois posts que detalharão:

1 - o que há por trás da taxa que cobramos dos projetos bem-sucedidos e;

2 - como entregamos valor aos realizadores a partir dessa taxa.

Como ganhamos dinheiro?

A principal fonte de receita do Catarse vem da taxa que cobramos dos projetos bem-sucedidos. Se o projeto não for financiado a gente não ganha nada, afinal, pra gente tem que ser no ganha-ganha.

Dos 13% que são descontados dos projetos financiados, cerca de 4% são para remunerar o parceiro de pagamento que processa as transações e 9% ficam com o Catarse. (Atualizamos o parceiro de pagamento do Catarse. Leia mais aqui)

Como investimos o dinheiro que ganhamos?

Sem enrolação, o gráfico abaixo mostra para onde foi o dinheiro recebido pelo Catarse ao longo de 2013:

No fundo, a forma como decidimos nossos investimentos servem para que consigamos construir uma empresa sustentável. Acreditamos que os benefícios do financiamento coletivo para a sociedade são gigantescos, e, para entregarmos valor para as comunidades interessadas nesse modelo, precisamos de uma estrutura sólida, pessoas fantásticas e investimentos contínuos.

Nosso compromisso

Quando um realizador escolhe o Catarse e tem o seu projeto bem-sucedido, os 13% cobrados têm um propósito muito maior do que “dar dinheiro para o pessoal do Catarse”. O que você faz é permitir que mais pessoas conheçam essa forma de financiamento e que ela seja cada vez mais utilizada no país. Nossa missão é transformar os recursos que recebemos para sedimentar a cultura do financiamento coletivo no Brasil.

Então, além do seu projeto sair do papel, você está efetivamente participando da construção de um movimento que permite que mais ideias sejam viabilizadas no país.
Diego Reeberg
Adepto voraz do mecenato digital e viciado em Calvino e Saramago, gosta de vasculhar coisas bonitas e pessoas talentosas nos cantos empoeirados da internet.

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