Março chega com histórias que atravessam gêneros, territórios e tempos muito diferentes entre si. Neste mês, o Catarse abre espaço para uma fantasia lírica guiada por presságios e natureza indomável, uma caçada urbana movida a frequências distorcidas, e jogos que convidam à imersão total — do futuro insurgente inspirado no manguebeat à experiência íntima de viver séculos como um vampiro e esquecer pelo caminho.
O mês também traz estratégia de mesa com clima de orquestra, narrativas emocionais no universo dos doramas e literatura que vai da grande crônica social inglesa a uma coletânea sertãopunk que transforma lenda em comentário afiado sobre cidade, medo e poder. São lançamentos que reforçam a força da criação independente e a variedade de formas de contar (e jogar) boas histórias. Conheça os lançamentos de março no Catarse!
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A Coruja Âmbar
Na remota Aldeia do Cerne, onde os pinheiros ditam o ritmo da vida, a jovem Stasya guarda um dom secreto: ouvir os pensamentos dos animais e ter visões nas chamas e nas águas. Ao lado de sua companheira mística Flip, capaz de mudar de forma, e do leal Lukas, ela vê sua rotina ruir quando o Comandante Rihard, a mando da implacável Lady Elisabeta, inicia a destruição da floresta ancestral em busca do lendário pico do Eremita e de um tesouro que muitos julgam ser apenas folclore. Capturada e levada à força, Stasya se torna peça central de um jogo político que cobiça seu poder como guia na exploração da montanha. Diante de interrogatórios e ameaças, ela enfrenta uma escolha dolorosa: usar seu dom para ajudar os invasores ou arriscar tudo para proteger a floresta, a montanha e aqueles que ama.
A Coruja Âmbar é uma fantasia lírica e profunda que transcende a aventura clássica e demonstra a conexão humana com os animais e a natureza. Juliet Marillier constrói uma trama rica em simbolismo, onde a magia não reside em feitiços, mas na empatia profunda entre os seres e a terra. É uma obra sobre o peso das escolhas, a força do pertencimento e a coragem necessária para defender o que é sagrado diante da ganância.

Shadow of the Demon Lord
Um jogo que dispensa apresentações. Um dos grandes marcos da história do RPG moderno e a obra-prima de Robert Schwalb, um dos autores mais influentes da atualidade. Shadow of the Demon Lord apresenta um cenário de dark fantasy intenso, onde terror e horror caminham lado a lado com uma pitada de humor ácido e irreverente. O mundo está à beira do fim e os personagens são arrastados para o centro do caos, corrupção e insanidade.
Além do cenário marcante, o sistema revitalizou o design de RPG na última década, trazendo mecânicas elegantes, ritmo acelerado e progressão de personagem inovadora que influenciou inúmeros jogos posteriores.
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BOOM GIRL- A caçadora de frequências
Boom Girl acompanha Lu "Looping", uma operadora de som habilidosa que carrega um trauma profundo: o dia em que ouviu um som sobrenatural que levou sua mãe e deixou sua memória presa em loop. Treinada por um mestre surdo que lhe ensinou a ouvir com o corpo, ela transformou seu microfone boom em uma arma de artes marciais e agora percorre as ruas noturnas registrando sons raros.
Em uma caçada implacável pelas frequências distorcidas que ecoam pelo mundo, Boom Girl descobre forças malignas que buscam algo além do poder. O filme é uma aventura eletrizante que mistura lutas coreografadas Jackie Chanianas do cinema clássico de Hong Kong com o estilo visual de uma fantasia urbana distópica, onde uma caçadora de sons enfrenta forças sobrenaturais que se manifestam entre vibrações corrompidas.
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4 Gigas de Cinzas - RPG
O último bloco autêntico de Manguetown foi censurado pelo sistema. Sobraram só 4 gigas de memórias no seu chip clandestino... o suficiente para planejar a maior rebelião da história. Junte seu bonde, peguem um baralho comum e decidam: vão deixar que o sistema delete uma potência ancestral ou virar lenda nas ruas da cidade que devora sonhos?
Inspirado na cultura do manguebeat, no hip-hop e na tradição da La Ursa, 4 Gigas de Cinzas é um jogo narrativo de 1 página em formato de panfleto de alta qualidade. Nele, você conta histórias sobre um futuro onde a tecnologia não salvou ninguém, mas a quebrada ainda resiste.

ORCHESTRA
Vivencie a arte de conduzir músicos em uma experiência única. No jogo, os participantes representam academias de música erudita buscando colocar os seus alunos músicos na orquestra e reservar espaço na plateia para seus convidados mais ilustres.
"Orchestra" é um conhecido do nicho de jogos de tabuleiro modernos: anunciado há mais de dois anos no evento Diversão Offline, o maior do gênero na América Latina, ele vem ganhando os holofotes e galgando sua posição como um dos mais estratégicos de autoria nacional.
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O Vampiro de Mil Anos
Em Março o Catarse também recebe um jogo premiado com dois Ennie Awards e uma das maiores referências do mundo em jogo solo. O Vampiro de Mil Anos é um RPG em que você percorre os acontecimentos da vida de um vampiro milenar, que de tanto viver acaba perdendo parte da memória. Viva como um vampiro por séculos, lidando com perda de memória e as consequências da imortalidade!

Dominó Dungeon - LATE PLEDGE
DOMINÓ DUNGEON é um jogo de exploração competitivo para 2 a 4 Jogadores com 14+ anos de idade. Nele, os jogadores fazem as vezes dos membros de um grupo de Aventureiros conhecido como OS MALACABADOS, que viaja pelo reino em busca de perigosas Masmorras e, lá dentro, lutam cada um por si na busca pelo maior número de riquezas e tesouros.
É um jogo rápido, divertido e competitivo onde cada jogador controla um Aventureiro que enfrenta os perigos de Masmorras para ganhar dinheiro e trapacear os outros membros de seu grupo.
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Lápis Cor de Melanina
Lápis Cor de Melanina é uma coletânea de histórias em quadrinhos concebida a partir do compromisso com a inclusão, a representatividade e a ampliação dos modos de leitura. Idealizada e produzida por Anderson Shon, a obra reúne 16 histórias roteirizadas pelo autor e ilustradas por quadrinistas de diversas regiões do Brasil e de Luanda, em Angola, configurando desde sua origem um projeto plural e conectado a diferentes territórios culturais.
A coletânea é formada por narrativas curtas e sem diálogo. Para além de atender o público geral, a HQ também tem como foco pessoas menos letradas, analfabetos funcionais e pessoas surdas somente alfabetizadas em libras, por conta disso, as páginas que utilizam o português terão tradução para libras na própria obra.

Dorama Solo RPG
DORAMA é um RPG solo que coloca o jogador no papel de um jovem protagonista de uma novela coreana (também conhecidas como K-Drama ou Dorama). Normalmente os Doramas são feitos em formato de minisséries, que retratam temas cotidianos (os trendy dramas), históricos (jigaigeki e os taiga dramas) e os românticos (os getsuku).
Em DORAMA, cada história é uma jornada emocional repleta de reviravoltas, descobertas e momentos inesquecíveis. Antes de embarcar nessa aventura, é essencial definir o tom e a atmosfera do seu Dorama. O tema escolhido influenciará não apenas os desafios e conflitos enfrentados pelos personagens, mas também o cenário e as dinâmicas de interpretação.

Saga Forsyte, de John Galsworthy
Um dos maiores retratos literários da sociedade inglesa, agora reunido em edição integral. A Saga Forsyte, escrita por John Galsworthy, é composta por três romances principais e dois interlúdios, totalizando cinco livros publicados entre 1906 e 1921. Mais tarde, em 1922, eles foram reunidos sob o título A Saga Forsyte, e é a edição completa, em um único volume em capa dura, que traremos.
A Saga Forsyte é a grande crônica da burguesia inglesa no final do século XIX e início do XX. Elegante, irônica e profundamente humana, a saga acompanha três gerações da família Forsyte, seus amores, disputas, ambições, falências morais e transformações sociais.
Escrita por John Galsworthy, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1932, a série tornou-se um clássico incontornável da literatura inglesa, comparável em densidade social e psicológica às grandes obras de Tolstói e Balzac.

Xuxa Preta: Edição Definitiva
Um nome ecoa pelas ruas de Feira de Santana: Xuxa Preta. A suposta criminosa que sequestra crianças e as transforma em delinquentes assombra a cidade. Pouco se sabe sobre ela, apenas a possível aparência: uma mulher preta, de cabelo black power e com uma cicatriz no lado esquerdo do rosto. Mas, enquanto a sombra de Xuxa Preta se estende pela Princesa do Sertão baiano, o crime, a corrupção e o abandono da população — e da esperança em dias melhores — também avançam.
Dividido em nove histórias, Xuxa Preta apresenta a perspectiva de pessoas em realidades distintas dentro de uma Feira de Santana sertãopunk: da polícia à elite social, das classes mais baixas às salas de aula. A obra revela como a cidade cria seus inimigos públicos e convida o leitor a refletir se, afinal, Xuxa Preta é mesmo o grande problema.
Xuxa Preta, coletânea best-seller da Amazon escrita por Alan de Sá indicada ao Prêmio Argos de Literatura, retorna numa edição definitiva. Além de cinco novas histórias, o livro conta com novo projeto gráfico assinado por Gabes Regina, prefácio de Karine Ribeiro e comentários de Verena Cavalcanti (Como Nascem os Fantasmas, Inventários de Predadores Domésticos), Hache Pueyjo (But Not to Bold) e G. G. Diniz (A Diplomata, Morte Matada).




