5 projetos para se conectar e estudar ancestralidades

Em um país profundamente marcado por apagamentos históricos, silenciamentos e distorções sobre suas próprias origens, surgem projetos comprometidos em preservar saberes ancestrais e criar espaços vivos de partilha, escuta e estudo. São iniciativas que entendem o conhecimento como algo coletivo, construído em comunidade, transmitido pela vivência, pela oralidade, pela escrita e pelo afeto. 

Ao transformar memória em ação e herança em futuro, esses projetos não apenas resgatam histórias, mas constroem caminhos para que ancestralidade, identidade e pertencimento sigam pulsando. Conheça 5 projetos para se conectar e estudar ancestralidades!

Cear Ajeum: ancestralidade é alimento

Ajeum, em iorubá, significa “comer juntos”. E é literalmente assim que Karoline Miranda, idealizadora do projeto, enxerga seu centro de estudos: um lugar onde os membros podem se alimentar de conhecimento ancestral, troca de ideias e do axé que vem delas. O objetivo é que o grupo seja oferenda para o intelecto - e para a alma - de todos os que apoiarem.

Karoline Miranda é mãe, mãe de santo e muito, muito leitora e criadora do Centro de Estudos de Afroreligiosidades Ajeum. Ele surgiu de uma demanda de muitos dos seus seguidores por aprofundar mais seus conhecimentos no axé, mais do que alguns vídeos de 1 minuto e meio, e que querem estudar de forma intensa nossa ancestralidade.

Okàn - Axé e Vivências Femininas

A coletânea Ọkàn nasce do encontro entre escrita, espiritualidade e ancestralidade. Com o lançamento de “Ọkàn – Antologia de Axé | Volume 2” e “Ọkàn Omi – Nossas águas, memórias e escrevivências”, este financiamento coletivo não viabiliza apenas dois livros: ele sustenta a continuidade de uma literatura que resiste, educa, acolhe e reafirma identidades historicamente silenciadas.

Os livros reúnem contos, poemas, poesias e crônicas que falam de devoção, ancestralidade, cotidiano, espiritualidade e identidade. Textos que nascem da vivência real de mulheres que vivem o axé, que caminham entre mundos, que carregam no corpo e na palavra histórias atravessadas pela fé, pela resistência e pelo amor às suas raízes.

Ọkàn escreve sobre fé e devoção não como exotismo, mas como experiência cotidiana, como herança de família, como território sagrado de afeto e resistência. Cada página carrega axé porque nasce da vivência real de quem cultua, sente e acredita.

Oxóssi Final

Oxóssi é um herói que se utiliza dos poderes dos orixás para diminuir os efeitos da injustiça dos homens, no entanto, esse Oxóssi tinha outra proposta, estava no Sec. XIX e lutava contra a escravidão, possuía um visual que condizia com o período em que ocorria o conto.

A história em quadrinhos foi idealizada a partir de um projeto literário chamado Heróis Tupiniquins, onde doze escritores se juntaram para produzir contos de heróis com os padrões americanos, explorando a rica cultura brasileira que esses personagens pudessem identificar e povoar um imaginário.

Ayà Ubuntu

O Ayá Ubuntu nasce da força, da coragem e da construção coletiva guiada por uma mãe preta, terapeuta integrativa, psicanalista e mãe de santo. Criado por Daniela Melo, é um espaço de estudos, troca, acolhimento e aprofundamento sobre Umbanda descolonizada, letramento racial, espiritualidade preta, psicanálise integrativa e a vida real atravessada por ancestralidade. Segundo a idealizadora, o objetivo é que Ayá Ubuntu seja um quilombo de saber, onde todo mundo cresce junto, cada um no seu tempo, cada um do seu jeito com respeito, comunidade e compromisso.

Cortejo Filhos de Oyá

Cortejo Filhos de Oyá é um bloco de Carnaval criado para celebrar, ocupar a rua e desmistificar preconceitos. O bloco nasce do Carnaval de rua como espaço de afirmação cultural e enfrentamento ao preconceito religioso. Vinculado a uma casa de Candomblé, é um bloco novo que surge para desmistificar as religiões de matriz africana e reafirmar sua centralidade na cultura brasileira, ocupando o espaço público com música, corpo, alegria e ancestralidade.

Em 2026, o objetivo é colocar esse cortejo na rua pela primeira vez, em Belo Horizonte, com estrutura, cuidado e remuneração justa para quem constrói o desfile. Apoiar esta campanha é contribuir para que narrativas historicamente silenciadas ocupem a cidade com dignidade, respeito e celebração. 

👉 Clique aqui para explorar outros projetos de destaque no Catarse!

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Ao transformar memória em ação e herança em futuro, esses projetos não apenas resgatam histórias, mas constroem caminhos para que ancestralidade, identidade e pertencimento sigam pulsando. Conheça 5 projetos para se conectar e estudar ancestralidades!

Cear Ajeum: ancestralidade é alimento

Ajeum, em iorubá, significa “comer juntos”. E é literalmente assim que Karoline Miranda, idealizadora do projeto, enxerga seu centro de estudos: um lugar onde os membros podem se alimentar de conhecimento ancestral, troca de ideias e do axé que vem delas. O objetivo é que o grupo seja oferenda para o intelecto - e para a alma - de todos os que apoiarem.

Karoline Miranda é mãe, mãe de santo e muito, muito leitora e criadora do Centro de Estudos de Afroreligiosidades Ajeum. Ele surgiu de uma demanda de muitos dos seus seguidores por aprofundar mais seus conhecimentos no axé, mais do que alguns vídeos de 1 minuto e meio, e que querem estudar de forma intensa nossa ancestralidade.

Okàn - Axé e Vivências Femininas

A coletânea Ọkàn nasce do encontro entre escrita, espiritualidade e ancestralidade. Com o lançamento de “Ọkàn – Antologia de Axé | Volume 2” e “Ọkàn Omi – Nossas águas, memórias e escrevivências”, este financiamento coletivo não viabiliza apenas dois livros: ele sustenta a continuidade de uma literatura que resiste, educa, acolhe e reafirma identidades historicamente silenciadas.

Os livros reúnem contos, poemas, poesias e crônicas que falam de devoção, ancestralidade, cotidiano, espiritualidade e identidade. Textos que nascem da vivência real de mulheres que vivem o axé, que caminham entre mundos, que carregam no corpo e na palavra histórias atravessadas pela fé, pela resistência e pelo amor às suas raízes.

Ọkàn escreve sobre fé e devoção não como exotismo, mas como experiência cotidiana, como herança de família, como território sagrado de afeto e resistência. Cada página carrega axé porque nasce da vivência real de quem cultua, sente e acredita.

Oxóssi Final

Oxóssi é um herói que se utiliza dos poderes dos orixás para diminuir os efeitos da injustiça dos homens, no entanto, esse Oxóssi tinha outra proposta, estava no Sec. XIX e lutava contra a escravidão, possuía um visual que condizia com o período em que ocorria o conto.

A história em quadrinhos foi idealizada a partir de um projeto literário chamado Heróis Tupiniquins, onde doze escritores se juntaram para produzir contos de heróis com os padrões americanos, explorando a rica cultura brasileira que esses personagens pudessem identificar e povoar um imaginário.

Ayà Ubuntu

O Ayá Ubuntu nasce da força, da coragem e da construção coletiva guiada por uma mãe preta, terapeuta integrativa, psicanalista e mãe de santo. Criado por Daniela Melo, é um espaço de estudos, troca, acolhimento e aprofundamento sobre Umbanda descolonizada, letramento racial, espiritualidade preta, psicanálise integrativa e a vida real atravessada por ancestralidade. Segundo a idealizadora, o objetivo é que Ayá Ubuntu seja um quilombo de saber, onde todo mundo cresce junto, cada um no seu tempo, cada um do seu jeito com respeito, comunidade e compromisso.

Cortejo Filhos de Oyá

Cortejo Filhos de Oyá é um bloco de Carnaval criado para celebrar, ocupar a rua e desmistificar preconceitos. O bloco nasce do Carnaval de rua como espaço de afirmação cultural e enfrentamento ao preconceito religioso. Vinculado a uma casa de Candomblé, é um bloco novo que surge para desmistificar as religiões de matriz africana e reafirmar sua centralidade na cultura brasileira, ocupando o espaço público com música, corpo, alegria e ancestralidade.

Em 2026, o objetivo é colocar esse cortejo na rua pela primeira vez, em Belo Horizonte, com estrutura, cuidado e remuneração justa para quem constrói o desfile. Apoiar esta campanha é contribuir para que narrativas historicamente silenciadas ocupem a cidade com dignidade, respeito e celebração. 

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