Um dos filmes mais cultuados do horror, O Homem de Palha terá sua versão literária pela primeira vez em português

Na década de 1960, o cinema de horror era dominado pelas produções do estúdio britânico Hammer Films, que apostava em adaptações de clássicos da literatura gótica, como Drácula e Frankenstein, regadas a sangue, luxúria e violência explícita. O ator Christopher Lee era um dos principais astros, mas queria se libertar da imagem do conde vampiro que o imortalizou e assumir um papel mais desafiador. Então, em 1971, ele se reuniu com o diretor Robin Hardy, o roteirista Anthony Shaffer e o chefe do estúdio British Lion Films, Peter Snell, e juntos decidiram criar um filme de horror diferente de tudo que já havia sido produzido até ali. Assim nascia O Homem de Palha (1973), um dos filmes mais enigmáticos, perturbadores e cultuados do gênero.

Alguns anos depois, em 1978, Robin Hardy decidiu escrever e publicar uma novelização de O Homem de Palha. Nessa versão literária, ele incluiu cenas que tinham sido excluídas por outro estúdio, o EMI Films, que havia comprado o British Lion durante a produção e se responsabilizou pela distribuição final do longa-metragem. Esses cortes foram feitos sem o consentimento do diretor na edição de O Homem de Palha que foi aos cinemas.

Agora, o momento mais aguardado pelos leitores brasileiros finalmente chegou! Pela primeira vez traduzida para fora do inglês, o romance oficial de O Homem de Palha chega em português pela editora O Grifo, em uma edição de luxo feita especialmente para colecionadores e fãs dessa obra-prima do folk horror. O livro poderá ser adquirido junto com brindes exclusivos por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

Projeto inédito da editora O Grifo

Além do ineditismo em trazer a obra para o público de língua portuguesa, o projeto desenvolvido pela editora O Grifo promete muito mais aos leitores apaixonados pelo filme, mas também pelo gênero folk horror. O livro terá uma edição de luxo limitada, com capa dura, projeto gráfico de Daniel Gruber e tradução de L. F. Lunardello. A edição também contará com um prefácio exclusivo de Dominic e Justin Hardy, filhos de Robin Hardy e, se as metas estendidas forem alcançadas, o livro ganhará ilustrações inéditas de Eduardo Monteiro, além de vários outros materiais extras e melhorias.

Por sinal, além da edição de luxo de O Homem de Palha, os apoiadores poderão adquirir outras recompensas, como camiseta, pôster, ecobag e uma edição especial da revista Labatut, a primeira dedicada exclusivamente ao folk horror no Brasil, recém-lançada  pela O Grifo, com artigos dedicados ao filme e uma entrevista exclusiva com Dominic Hardy.

Mas não para por aí. Haverá uma recompensa ainda mais especial para quem é realmente aficionado por O Homem de Palha e pelo gênero folk horror. Um item de colecionador, limitado a 10 unidades, com uma caixa personalizada confeccionada de forma artesanal em madeira, contendo todas as recompensas disponíveis na campanha, além de itens exclusivos como uma réplica em miniatura do Homem de Palha e uma arte original de Robin Hardy, e todos os brindes desbloqueados nas metas estendidas.

Renovação no cenário cinematográfico do horror

Cansados de filmes que dependiam quase inteiramente de jumpscares e violência explícita para serem assustadores, Robin Hardy e Anthony Shaffer decidiram realizar um filme baseado na “velha religião”, apresentando um confronto entre um cristão moderno e uma comunidade pagã remota, ao mesmo tempo em que conduzia o público a uma história de mistério, cuja grande revelação só é feita no final. Hardy pesquisou exaustivamente sobre a cultura celta para que os elementos pagãos fossem apresentados de forma crível e precisa, incluindo canções originais que remetem aantigos rituais e são peça-chave para o desenvolvimento da história. Ao contrário dos filmes noturnos da Hammer, que se passavam em castelos góticos cercados por nevoeiros, Hardy e Shaffer queriam um filme de horror em plena luz do dia, ambientado em uma ilha moderna e paradisíaca.

A imagem do homem de palha, que dá título ao filme, conquistou o imaginário popular e se tornou um dos maiores símbolos do folk horror (ou “horror rural”, subgênero que explora histórias de horror a partir de folclore, rituais, seitas e ambientes rurais).

Ao longo dos anos, O Homem de Palha foi celebrado como um clássico cult no cenário de filmes de horror. A revista Variety afirmou que o filme é "pura imaginação e terror, que raramente antes foi igualado". O Los Angeles Times chamou-o de "uma obra espirituosamente macabra", com "as esplêndidas atuações típicas dos filmes britânicos". Em 1977, a revista de cinema americana Cinefantastique dedicou uma edição comemorativa ao filme, afirmando que O Homem de Palha era o "Cidadão Kane dos filmes de terror". No site Rotten Tomatoes, O Homem de Palha detém uma classificação de 90% de aprovação, com uma pontuação média de 8/10 e o consenso do site é de que: "este filme de terror inteligente é sutil em suas emoções e arrepios, com um final chocante e verdadeiramente memorável". Em 2008, foi classificado pela Empire como um dos 500 Maiores Filmes de Todos os Tempos. Décadas após seu lançamento, O Homem de Palha continua sendo redescoberto por fãs de horror e recebendo diversas homenagens em músicas, videoclipes e releituras cinematográficas, provando que é um dos melhores filmes de horror de todos os tempos.

👉 Clique aqui para conhecer o projeto!

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Na década de 1960, o cinema de horror era dominado pelas produções do estúdio britânico Hammer Films, que apostava em adaptações de clássicos da literatura gótica, como Drácula e Frankenstein, regadas a sangue, luxúria e violência explícita. O ator Christopher Lee era um dos principais astros, mas queria se libertar da imagem do conde vampiro que o imortalizou e assumir um papel mais desafiador. Então, em 1971, ele se reuniu com o diretor Robin Hardy, o roteirista Anthony Shaffer e o chefe do estúdio British Lion Films, Peter Snell, e juntos decidiram criar um filme de horror diferente de tudo que já havia sido produzido até ali. Assim nascia O Homem de Palha (1973), um dos filmes mais enigmáticos, perturbadores e cultuados do gênero.

Alguns anos depois, em 1978, Robin Hardy decidiu escrever e publicar uma novelização de O Homem de Palha. Nessa versão literária, ele incluiu cenas que tinham sido excluídas por outro estúdio, o EMI Films, que havia comprado o British Lion durante a produção e se responsabilizou pela distribuição final do longa-metragem. Esses cortes foram feitos sem o consentimento do diretor na edição de O Homem de Palha que foi aos cinemas.

Agora, o momento mais aguardado pelos leitores brasileiros finalmente chegou! Pela primeira vez traduzida para fora do inglês, o romance oficial de O Homem de Palha chega em português pela editora O Grifo, em uma edição de luxo feita especialmente para colecionadores e fãs dessa obra-prima do folk horror. O livro poderá ser adquirido junto com brindes exclusivos por meio de uma campanha de financiamento coletivo.

Projeto inédito da editora O Grifo

Além do ineditismo em trazer a obra para o público de língua portuguesa, o projeto desenvolvido pela editora O Grifo promete muito mais aos leitores apaixonados pelo filme, mas também pelo gênero folk horror. O livro terá uma edição de luxo limitada, com capa dura, projeto gráfico de Daniel Gruber e tradução de L. F. Lunardello. A edição também contará com um prefácio exclusivo de Dominic e Justin Hardy, filhos de Robin Hardy e, se as metas estendidas forem alcançadas, o livro ganhará ilustrações inéditas de Eduardo Monteiro, além de vários outros materiais extras e melhorias.

Por sinal, além da edição de luxo de O Homem de Palha, os apoiadores poderão adquirir outras recompensas, como camiseta, pôster, ecobag e uma edição especial da revista Labatut, a primeira dedicada exclusivamente ao folk horror no Brasil, recém-lançada  pela O Grifo, com artigos dedicados ao filme e uma entrevista exclusiva com Dominic Hardy.

Mas não para por aí. Haverá uma recompensa ainda mais especial para quem é realmente aficionado por O Homem de Palha e pelo gênero folk horror. Um item de colecionador, limitado a 10 unidades, com uma caixa personalizada confeccionada de forma artesanal em madeira, contendo todas as recompensas disponíveis na campanha, além de itens exclusivos como uma réplica em miniatura do Homem de Palha e uma arte original de Robin Hardy, e todos os brindes desbloqueados nas metas estendidas.

Renovação no cenário cinematográfico do horror

Cansados de filmes que dependiam quase inteiramente de jumpscares e violência explícita para serem assustadores, Robin Hardy e Anthony Shaffer decidiram realizar um filme baseado na “velha religião”, apresentando um confronto entre um cristão moderno e uma comunidade pagã remota, ao mesmo tempo em que conduzia o público a uma história de mistério, cuja grande revelação só é feita no final. Hardy pesquisou exaustivamente sobre a cultura celta para que os elementos pagãos fossem apresentados de forma crível e precisa, incluindo canções originais que remetem aantigos rituais e são peça-chave para o desenvolvimento da história. Ao contrário dos filmes noturnos da Hammer, que se passavam em castelos góticos cercados por nevoeiros, Hardy e Shaffer queriam um filme de horror em plena luz do dia, ambientado em uma ilha moderna e paradisíaca.

A imagem do homem de palha, que dá título ao filme, conquistou o imaginário popular e se tornou um dos maiores símbolos do folk horror (ou “horror rural”, subgênero que explora histórias de horror a partir de folclore, rituais, seitas e ambientes rurais).

Ao longo dos anos, O Homem de Palha foi celebrado como um clássico cult no cenário de filmes de horror. A revista Variety afirmou que o filme é "pura imaginação e terror, que raramente antes foi igualado". O Los Angeles Times chamou-o de "uma obra espirituosamente macabra", com "as esplêndidas atuações típicas dos filmes britânicos". Em 1977, a revista de cinema americana Cinefantastique dedicou uma edição comemorativa ao filme, afirmando que O Homem de Palha era o "Cidadão Kane dos filmes de terror". No site Rotten Tomatoes, O Homem de Palha detém uma classificação de 90% de aprovação, com uma pontuação média de 8/10 e o consenso do site é de que: "este filme de terror inteligente é sutil em suas emoções e arrepios, com um final chocante e verdadeiramente memorável". Em 2008, foi classificado pela Empire como um dos 500 Maiores Filmes de Todos os Tempos. Décadas após seu lançamento, O Homem de Palha continua sendo redescoberto por fãs de horror e recebendo diversas homenagens em músicas, videoclipes e releituras cinematográficas, provando que é um dos melhores filmes de horror de todos os tempos.

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