Há 15 anos, o Catarse — a primeira plataforma de financiamento coletivo por recompensas criada no Brasil — nutre um ambiente onde a vontade de criar se soma ao desejo de ver a criatividade fluir.
E por 15 anos, este ambiente foi zelado com carinho e esmero, de forma independente, por um pequeno time de pessoas espalhadas em todas as regiões do Brasil.
Podemos dizer, com orgulho, que desde que colocamos a plataforma no ar, novos negócios foram criados, empregos gerados, renda distribuída em diversas partes da cadeia de valor e muita arte ganhou vida.
Mas sempre tivemos vontade de fazer ainda mais. E para isso, o Catarse precisava se reinventar.

15 anos e um Novo Catarse
O Catarse já teve muitas carinhas e estilos ao longo dos anos. O Novo Catarse é, sem dúvida, a nossa versão mais diferente e inovadora até agora.
Isso acontece porque o Novo Catarse foi criado do zero. Não é uma simples atualização de código que já existe, e sim um código escrito desde a primeira linha.
Mas não fizemos isso sozinhos. A comunidade que usa e vive o Catarse todos os dias participou ativamente do processo, com ideias, sugestões de melhorias, pesquisas qualitativas e quantitativas e campanhas de teste em versões beta.
Agora, em 2026, ano em que o Catarse celebra 15 anos, temos a felicidade de anunciar o Novo Catarse está pronto para o lançamento.
A nova plataforma já nasce com diversas funcionalidades muito pedidas pela comunidade até: Add-Ons, Sacola de Apoios, Novo Perfil, Assinaturas via Pix, Posts, Métricas, Painel de Gestão Global, dentre outras.
Isso é só o começo. Outras funcionalidades e melhorias estão por vir ainda este ano. O Novo Catarse nos permitirá entrar em uma nova era de desenvolvimento: mais ágil e intuitiva.
Além das funcionalidades, a plataforma também nasce com uma visão que foge à lógica de mediação algorítmica das redes sociais, que dá ao criadores o domínio sobre suas próprias comunidades.

A jornada que nos trouxe até aqui
De 2011, ano em que o Catarse foi fundado, até a data dessa publicação:
- mais de R$350 milhões foram transacionados por aqui;
- mais de 23,5 mil projetos foram financiados no Catarse;
- mais de 7,4 mil pessoas criaram campanhas recorrentes;
- mais de 1.2 milhão de pessoas apoiaram projetos na plataforma;
Nós acreditamos que o futuro é coletivo, e os números acima comprovam isso.
Os anos passam, mas não nos cansamos da catarse – sim, a sensação! – que é financiar coletivamente projetos criativos que produzem obras para se ler, jogar, ouvir, assistir e aprender.
Tudo começou com uma única modalidade que depois virou três. O Tudo ou Nada surgiu em 2011, sendo seguido pelo FLEX em 2016 e o RECORRENTE em 2018. Cada vez que desenvolvemos uma modalidade, uma melhoria ou nova funcionalidade, pudemos notar o impacto que isso teve na comunidade e nas arrecadações de cada criador(a).
A expectativa é que o Novo Catarse possa trazer de volta essa celeridade nas atualizações da plataforma, beneficiando milhares de criadores e apoiadores.
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Histórias que (nos) inspiram — e muito
Quanta história cabe em 15 anos?
Do nosso lado, vimos uma comunidade celebrada em premiações, que começou no independente e conquistou o mercado tradicional, criadores quebrando (seus próprios) recordes, pessoas declarando que estavam vivendo de sua arte, histórias de solidariedade e do poder do coletivo.
Em 15 anos de Catarse, nós vimos “Fobia: St. Dinfna Hotel” eleito o Jogo Brasileiro do Ano (JBA) no Brazil Game Awards (BGA), e "Mais uma história para o velho Smith” vencendo o Prêmio Jabuti na categoria Histórias em Quadrinhos. Já no universo dos jogos analógicos, Hokusai, Shadowrun RPG - 5ª Edição, Masmorra de Dados e O Cordel do Reino do Sol Encantado foram alguns dos títulos contemplados pelo Prêmio Ludopedia, o mais tradicional do mercado brasileiro. E entre tantas conquistas, vimos Tormenta20, da Jambô Editora, ser o primeiro jogo do financiamento coletivo BR - e primeiro projeto do Catarse - a ultrapassar a marca de R$1 milhão arrecadado.
Anderson Shon, Daniel Cesart, Tai, Jefferson Costa, Lark, Helô D'Angelo e tantos outros quadrinistas conquistaram o HQMIX nesse período, com quadrinhos financiados por aqui. Choramos com o depoimento emocionante de Liniker ao conquistar o Grammy Latino pela primeira vez e torcemos pela vitória de “Retratistas do Morro” no Prêmio Brasileiro de Design.
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Também vimos artistas independentes construindo suas comunidades aqui e depois conquistando o mercado editorial brasileiro.
É o caso de escritores como Ian Fraser, autor de Araruama, e hoje escritor na Editora Intrínseca; e Stefano Volp, autor de Homens Pretos (não) Choram, que hoje publica suas histórias em casas como a Record e Harper Collins. E também o de quadrinistas como Hugo Canuto, Karipola, Alex Mir, Cartumante, e dezenas de outros artistas, que em 2025 foram convidados para o "MSP 90", uma coletânea de histórias curtas com releituras e homenagens a personagens clássicos de Maurício de Sousa! Além deles, tivemos também o caso celebrado de Jefferson Costa, Rafael Calça, Vitor Cafagi, Danilo Beyruth, dentre outros que expandiram o universo do MSP com graphic novel autorais.
E vimos o contrário acontecendo também: histórias publicadas em casas tradicionais que celebraram suas comunidades através do financiamento coletivo, como é o caso de Arlindo, de Ilustralu e publicado pela Editora Seguinte, e da Tetralogia Angélica, de Eduardo Spohr e publicado pelo Grupo Editorial Record.
E por falar em recorde, quantos recordes históricos! Dos R$ 8,5 milhões arrecadados pelo “Nerdcast RPG: Coleção Cthulhu”, até hoje a maior campanha já realizada no Catarse, até os marcos individuais de editoras que começaram pequeno, como a editora Labora e a editora Wish, arrecadando R$10-20 mil reais em seus primeiros projetos, e chegando a campanhas de R$250-500 mil reais, respectivamente. Por fim, na mesma jornada rumo ao topo, também tivemos o maior financiamento coletivo para um game BR com Ordem Paranormal: Enigma do Medo, criado pela Dumativa Game Studio em parceria com o Cellbit, que captou mais de R$4,2 milhões! Já na nona arte, Psicopato e o Retorno do Vinganso, de Wesley Mercês, tornou-se o maio financiamento coletivo BR para um quadrinho, arrecadando mais de R$774 mil no fim de 2025.
E o que falar da nossa presença em “tapetes vermelhos”? No cinema, promovemos a campanha de O Menino e o Mundo, indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016. E já mais recentemente, vimos OGIVA, da galera do Pipoca & Nanquim e Monolito Produções, ser premiado no Rio Fantastik Festival 2025 e IV Sinistro Film Festival, além de integrar a seleção do Festival de Cinema de São Bernardo do Campo 2025, 16º Cinefantasy e o VI Festival Internacional de Cinema Fantástico de Brasília.
Mas se você está achando esse texto um pouco silencioso, é apenas sua imaginação, pois na história do Catarse também já “escutamos” vozes dos mais diferentes estilos: de Raimundos ao Teatro Mágico, de Forfun à Dona Onete. Uma mistura sensorial que pautou a diversidade da plataforma em cada nota.

Também precisamos mencionar a importância das Assinaturas, modalidade que se tornou o alicerce para a manutenção de vozes essenciais.
No jornalismo independente, vimos a força da liberdade editorial financiada pelo público. Foi aqui que o The Intercept Brasil garantiu recursos para coberturas históricas que abalaram o país, como a da Vaza Jato. O Catarse também se tornou a casa de veículos vitais como AzMina, Alma Preta e Ponte Jornalismo, que seguem pautando debates fundamentais sobre gênero, raça e direitos humanos graças ao apoio contínuo de seus leitores.
A podosfera também encontrou solo fértil na recorrência. Aprofundamos nossa visão de mundo com a narrativa imersiva da Rádio Escafandro e o jornalismo investigativo do Projeto Cálice. Ao mesmo tempo, nichos apaixonados se fortaleceram, sustentando a produção de conteúdo especializado, como os ouvintes do X do Controle, focados na indústria de games, e do Gambiarra Board Games, referência para os amantes dos jogos de tabuleiro.
E, claro, a literatura e as artes visuais ganharam novos formatos de conexão. Grandes destaques do BookTok transformaram seus clubes de livros em experiências coletivas vibrantes dentro da plataforma. Da mesma forma, os quadrinistas e ilustradores mais engajados da internet utilizam a assinatura para manter uma produção constante, entregando tirinhas, artes exclusivas e bastidores diretamente para quem mais valoriza seu traço.
São criadores de conteúdo que, com a sua comunidade, puderam seguir fazendo o que fazem de melhor: investindo seu tempo em criar, investigar e inspirar.
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Nestes 15 anos, vimos muita resiliência e solidariedade, de iniciativas do próprio Catarse ao criar o fundo +LIVROS, que apoiou escritores, editoras e livrarias independentes no primeiro ano de pandemia de Covid-19, até à campanha Final Feliz RS, que ajudou na reconstrução das bibliotecas escolares do Rio Grande do Sul e contou com o maior apoio histórico da plataforma, feita pelo Felipe Neto.
É imensa a quantidade de arte, literatura, quadrinhos, jogos, cinema e música que só saíram do papel porque as pessoas se mobilizaram para fazer cada um desses projetos acontecerem — tanto, que é impossível determinar quantos empregos foram gerados a partir de cada uma dessas campanhas.
E é por mais histórias como essas que criamos o Novo Catarse.
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O futuro é .com.br
O que nos leva a próxima etapa dessa jornada: o lançamento do Novo Catarse — e também a migração, afinal, depois de 15 anos, o Catarse já coleciona muitas histórias e todas elas seguirão presentes na nova plataforma.
A partir das próximas semanas, iremos iniciar a fase de migração de dados do Catarse Legado, esse que você já conhece, para o Novo Catarse.
A nossa nova plataforma nascerá aberta e disponível para uso do público geral, com todos os fluxos necessários para se criar e apoiar projetos, gerir comunidades e apoiadores, e promover sua arte funcionando. É nele que vocês irão criar e apoiar projetos a partir do lançamento.
Depois de anos sendo catarse.me, o nosso futuro está aqui: catarse.com.br




